Assembléia realizada ontem à noite, no auditório do Sindicato dos Bancários, por funcionários público municipais, resultou na decisão de realizar uma caminhada no próximo dia 2 de outubro, às 10 horas, saindo do Instituto de Previdência Social (IPS), na Av. Joana Angélica, e terminando na Praça Municipal. O motivo é o sucateamento do instituto, que vem prestando atendimento precário aos servidores nos últimos anos.
Na última semana, isto resultou na morte de Lúcio Simplício da Silva, funcionário Prefeitura Municipal de Salvador (PMS) durante 25 anos que estava lotado na Secretaria de Serviços Públicos (Sesp). Segundo o coordenador de comunicação e imprensa do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Cristiano Cidreira, o ex-servidor, aguardou durante três dias uma vaga no Hospital Jorge Valente, mas acabou morrendo no Hospital Ernesto Simões. Como desde 2005 foi retirado o auxíliofuneral e a família não tinha recursos, foi fazer uma “vaquinha” entre os colegas para custear as despesas do enterro.
Na assembléia, também foi tratado o problema da não-renovação do termo de cessão de uma área cedida pela ex-prefeita Lídice da Mata e onde o sindicato da categoria construiu o Clube do Servidor.O terreno de 15 mil m² é alvo de disputa com outra entidade, teve a sede destruída, foi ocupado e parte ilegalmente vendida para a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), denuncia o sindicato.Segundo Cristiano Cidreira, desde 2005 a diretoria do Sinseps vem solicitando ao prefeito João Henrique a renovação, mas até hoje não foram atendidos.