sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Assembleia dos Profissionais de Saúde Urgente


PLANO DE CARGOS E VENCIMENTOS, JÁ! Chega de esperar. Os profissionais de saúde reunidos no dia 18 de novembro, no auditório da APLB, decidiram dar um basta na falta de resposta e posição do governo João Henrique, leia-se SEPLAG, em relação ao Plano de Cargos e Vencimentos da Saúde, enviado desde agosto àquela Secretaria. Os meses se arrastam, o Conselho Municipal de Saúde mostra-se impotente para obter da Administração a nova matriz salarial, com sucessivas reuniões canceladas sem apresentarem a planilha de salários do Plano.
Servidores atuando em precárias condições de trabalho, percebendo vencimentos absolutamente defasados em relação aos pisos de suas categorias, sofrendo pressões de chefias mal preparadas, resolvem dizer ao Governo que merecem respeito e exigem a aprovação do Plano de Cargos e Vencimentos, negociado e elaborado em mesa paritária desde 2006. Lembramos que REDAS e terceirizados perceberam 25% a 35% de reajustes este ano, enquanto nós, servidores públicos concursados, recebemos os míseros 3% de aumento, após uma greve de mais de 40 dias. Assim não dá para ser feliz!
Por tudo isto, estaremos realizando uma ampla Assembléia Geral dos Profissionais da Saúde para discussão dos nossos problemas de condições de trabalho e retirada de propostas de enfrentamento e calendário de atividades de luta em defesa do Plano de Cargos e Vencimentos e da melhoria da qualidade do atendimento do SUS (manifestações públicas em frente à SMS, caminhadas, paralisações de advertência, ações de mídia, ações judiciais etc.). COMPAREÇA. LEVANTE ESTA BANDEIRA. UNIDOS SOMOS FORTES!
PAUTA:
1. PLANO DE CARGOS E VENCIMENTOS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE.
2. CONDIÇÕES DE TRABALHO NAS UNIDADES DO SUS.
3. RETIRADA DO CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DE LUTA.

DATA: 02 de dezembro de 2009 (quarta-feira) HORÁRIO: 17:00h

LOCAL: Sindicato dos Bancários. Av. Sete de Setembro, nº 1001, Mercês (ao lado da Caixa Econômica Federal).

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Assembléia Geral

DATA - 25 de Novembro de 2009
HORÁRIO - 18h.
LOCAL: Auditório do Sindicato dos Bancários, Av. Sete de Setembro, Nº 1001, Mercês.


CONTAMOS COM SUA PRESENÇA!

Na última greve que participamos, um dos pontos do acordo firmado com a Prefeitura, foi a constituição de uma comissão para construir uma proposta de Assistência Saúde para todos os servidores: ativos, inativos e dependentes. Concluído os trabalhos, verifica-se que vários itens necessitam de apreciação da categoria, tais como:

IMPLEMENTAÇÃO DE UM POSSÍVEL PLANO DE SAÚDE,
VALOR DA CONTRIBUIÇÃO POR PARTE DO SERVIDOR,
POSSIBILIDADE DO FIM DA REDE PRÓPRIA,
CONTRAPARTIDA DO SERVIDOR ATRELADO A MARGEM CONSIGNADA DENTRE OUTROS.

Entendendo a complexidade e a importância do assunto, convocamos todos os servidores para que juntos possamos tirar um posicionamento comum sobre o tema.

PAUTA:
Apresentação da proposta de Assistência à Saúde;
O que ocorrer.

A igualdade racial se conquista com autonomia, e luta do povo negro



Assinam: Edinei Machado e Lícia Viana

Luta e resistência sempre foram características da população negra no Brasil. O movimento negro é o mais antigo movimento social brasileiro, em mais de quatrocentos anos de luta, desde os quilombos ao movimento negro contemporâneo, chegando às diversas organizações, entidades e articulações de grupos anti-racistas em nossos dias atuais.

Essa longa experiência de luta acumulada desde os tempos coloniais por africanos e seus descendentes é nosso mais valioso patrimônio cultural, fonte inesgotável da resistência que opomos à continuada opressão desumanizadora do racismo. Renunciar à luta para eliminar o racismo é renunciar a nossa humanidade.

O empenho em combater o racismo e superar as desigualdades raciais está na base do esforço incansável de várias gerações para construir políticas públicas reunidas e articuladas no Estatuto da Igualdade Racial. O projeto aprovado, no entanto, dá as costas ao trabalho coletivo e resulta de um arranjo negociado entre a base do governo e forças conservadoras.

O que se busca alcançar é um efeito político-eleitoral com um documento meramente autorizativo, esvaziado de qualquer iniciativa que efetivamente possa vir a alterar o atual quadro de desigualdades. O que poderia ser uma conquista histórica em favor de uma sociedade efetivamente democrática e pluralista transformou-se numa peça de retórica, da qual não resultam obrigações concretas do Estado em benefício da população negra.

As condições impostas pelas elites racistas se efetivaram com a retirada do texto das propostas fundamentais nas seguintes áreas: Saúde: A identificação da raça/cor em documentos do SUS, que serviria de base para traçar políticas públicas específicas; Educação: Criação de cotas em todas as universidades públicas brasileiras e nos contratos do Fies; Quilombolas: Remanescentes de quilombos teriam a propriedade definitiva das terras ocupadas; Mercado de trabalho: O Estado poderia realizar a contratação preferencial de afro-brasileiros no setor público e incentivar medidas semelhantes nas empresas privadas. Em uma licitação, o critério de desempate poderia ser o fato de empresas terem ou não ações afirmativas; Meios de comunicação: Filmes, peças publicitárias e programas de tevê teriam no mínimo 20% de afrobrasileiros.

Causa indignação as declarações de algumas lideranças negras saudando, junto com parlamentares governistas e da oposição conservadora, a aprovação do estatuto, quando é evidente a vitória nesse processo das forças reacionárias e racistas. Representantes de entidades negras usaram (pseudo) poderes de "negociar", sem mandato e sem respeitar fóruns ou espaços coletivos amplos de deliberação do próprio movimento. Arrastaram entidades representativas para um processo de subordinação a políticas conciliatórias, de contenção das pressões sociais por conquistas concretas para a afirmação da cidadania negra.

Nós, Organizações e ativistas do Movimento Negro repudiamos a conciliação exacerbada que resultou na criação desse instrumento inócuo que não assegura direitos ao povo negro. Reafirmamos a defesa da autonomia do movimento negro em relação ao Estado, aos governos e aos partidos políticos. A luta estratégica do povo negro pela igualdade racial não subordina nosso projeto político.

Nosso rumo é em direção a emancipação social e política do povo negro e a construção de uma sociedade multiétnica e igualitária no Brasil. A auto-organização do povo negro é a base de sustentação do nosso projeto político. Repudiamos o pacto racial que preserva os privilégios das elites brancas e racistas. Reafirmamos nossa luta por ações afirmativas e contra a discriminação de raça, gênero e orientação sexual.

Repudiamos o extermínio sistemático da juventude negra, nas periferias urbanas, impetrado por uma polícia racista e a serviço das elites dominantes no Estado e a sua segregação nos espaços urbanos e rurais, configurando uma sistemática faxina étnica.

Pela aprovação do sistema de cotas, promovendo o acesso de negras e negros às Universidades, aos cursos de pós-graduação e às Escolas Técnicas Federais. Pela posse definitiva e titulação das terras pelas comunidades quilombolas e tradicionais.

Salvador, 20 de novembro de 2009
Assinam:
Ana Margarida de Jesus - Coletivo de Angoleiras Teresa de Benguela / JP/PBAna Maria Felippe - Memorial Lélia GonzalezBabalorixa Joelmir D' Oxossi - Templo Umbandista Oxossi Caçador / RJ
Conceição Leal - MAIPO - Movimento de Articulação e Ação Popular, Uberlândia \ MG
Demerson Cardoso - Coordenação do GAEEC / BA
Edson Cardoso - Presidente do Ìrohìn
Enoque Matos - Inclusão Pré-Vestibular / BA
Fabiano Santos - JUNA / Alagoinhas - BA
Gesa Corrêa- Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação/RJ
Grupo de Mulheres Negras Nzinga Mbandi - SP
Hamilton Assis - Coordenação Nacional do Circulo Palmarino
Hamilton Borges - Coordenação da Campanha Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto e ASFAP-BA - Associação de Familiares e Amigos de Presas e Presos da Bahia
Heloisa Greco - Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / MGInêz Oludé da Silva - Coordenadora do projeto 23 de Agosto dia Internacional da Memória do Tráfico Negreiro- projeto parceiro da Unesco
Jupiraci Ferreira - Movimento Salvador Pela Paz / BA
Luciene Lacerda - Fórum Estadual de Mulheres Negras / RJ
Marisa Feffermann - Comitê Contra a Criminalização de Crianças e adolescentes / SP
Reginaldo Bispo - Coordenação Nacional do MNU - Movimento Negro Unificado
Rita Santos - Associação das Baianas/os de Acarajé e Mingaus / BA
Rosalia Lemos - E´LÉÉKÒ: Gênero, Desenvolvimento e Cidadania / RJ
Simone Magalhães - Ylê Axé Oyá Deji / BA
Tiago paixão - Coordenação do Campo Étnico e PopularUbiraci Gonçalves - Coordenação de Expressões Afrobrasileiras do Conselho de Cultura Popular da Região Nordeste de Amaralina
Valdisio Fernandes - Coordenação do Instituto Búzios
Valdo Lumumba - Fórum de Entidades do Subúrbio de Salvador / BA
Walter Altino - Coordenação do Atitude Quilombola / BA
Anhamona de Brito - advogada/Ba
Flávia Santos de Araújo - University of Massachusetts Amherst, EUA
Franklin Oliveira Jr. - professor e escritor,doutor em História social / BALenny Blue de Oliveira - Advogada - SP

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Servidor Antoniel é perseguido pela PMS e Sindseps irá investigar o caso



Antoniel, servidor municipal atuante em várias ações no município recebeu inesperadamente o comunicado que foi demitido da Prefeitura no Diário Oficial do Município em 10/11/2009. O Sindseps vai investigar e acredita que seja uma perseguição política pelas ações desempenhadas peo servidor contra a Administração Municipal.
Antoniel - é Conselheiro de Saúde com atuação em nível local no 6° Centro de Saúde Dr Rodrigo Argolo, representação dos trabalhadores e as eleições para escolher o Presidente do Conselho será na próxima 4ª feira no dia 18/11/2009.

O Conselheiro Local de Saúde fiscaliza a gestão dos recursos públicos destinados a saúde.

Esta demissão sumária denota que eles estão incomodados com o trabalho do conselho.


Retrospectiva de ações que Antoniel vem atacando a prefeitura desde 2006 a 2009:
17 de outubro de 2006 foram feitas 2 Representações Coletivas (assinadas por mais 20 Servidores) no Ministério Pùblico do Estado da Bahia aludindo a falta de médicos e péssimas condições de trabalho nos postos de saúde do Município de Salvador de n° 03.1.107775/2006 e 03.1.109774/2006 (recusa de atendimento dos pacientes nos hospitais estaduais), estes casos foram conduzidos pela Drª Itana Viana.
Na mesma época foi protocolada uma representação no Ministério Público Federal aludindo e tema, porém o caso também foi encaminhado ao MPE.

16 de novembro de 2006 > Reportagem do Correio da Bahia no qual a representação no MP foi o tema da reportagem.

21 de novembro de 2006 > Antoniel é colocado a disposição da SMS.

Em 11 de dezembro de 2006 Antoniel fez um registro de ocorrência policial contra a Gerente do 6° Centro por calúnia na 11ª Delegacia n° 14.935/2006.
18 de dezembro de 2006 > Ante a indefinição do poder público Municipal Antoniel impetrou um Mandado de Segurança de n° 1344013-6/2006 e que tramitou na 7ª Vara da Fazenda Pública.

26/12/2006 > A SMS convoca Antoniel e solicita a sua apresentação no CS Cesar Vaz de Carvalho (UPA 24 horas) em Valéria.

Em fevereiro/2008 Antoniel retorna ao 6° Centro.
Abril/2008> antoniel solicitou desistência ao Mandado de Segurança de n° 1344013-6/2006 ante a falta de objeto da ação (o pedido principal era para que retornasse ao 6° Centro e o caso foi resolvido administrativamente).

Junho/2008 começam as reformas do 6° Centro (conserto da parte elétrica, hidráulica e pintura).

Várias ocorrências elaboradas pelos Médicos, Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem.

Em agosto de 2008 uma imensa quantidade de diversos materiais vencidos foram identificados no posto de saúde.

As Enfermeiras do PA registravam o fato no livro de ocorrências solicitando o encaminhamento dos materiais vencidos a Farmácia para que os mesmos fossem encaminhados ao descarte pela SERQUIP (empresa especializada em residuos hospitalares), dias depois estes mesmos materiais retornavam ao PA.

Em 31/08/2008 Antoniel identificou materiais vencidos o 6° Centro, fez o registro no livro de ocorrências e ao invés de solicitar o encaminhamento a Farmácia para que os mesmos foram descartados, Antoniel fez o descarte destes materiais e também registrou o fato no livro de ocorrências.

No dia 03 de setembro de 2008 Antoniel fez uma denúncia no Ministério Público Estadual aludindo tais questões pertinentes aos incômodos trazidos com a reforma do posto, houve até casos de intoxicação de servidores e também foi abordada a questão dos materiais vencidos sob o numero 003.0.128889/2008.

No mesmo dia a SMS liga para Antoniel pedindo para que se apresentasse ao orgão, chegando lá tomou ciência de que a gerente do posto na época solicitou a sua transferência (a gerente é amiga do Secretário de Saúde).

Antoniel indagou se os mesmos (lá na SMS) tinham ciência do problema dos materiais vencidos no 6° Centro e os mesmos desconheciam os fatos.

Em 05 de setembro de 2008 antoniel impetrou um mandado de segurança que tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública questionando a sua transferência em pleno período eleitoral este processo está no gabinete do Juiz Dr. Ricardo Calheiros D´'ávila para julgamento.

Em 10 de setembro de 2008 Antoniel recebeu um ofício para se apresentar ao Distrito de Itapoan para depois ser apresentado no PA Dr. Hélio Machado, em pleno período eleitoral procedimento expressamente proibido pela Lei Eleitoral (9504/97) em seu artigo 73, inciso V.

Em 15 de setembro de 2008 Antoniel aciona o MPF - Ministério Público Federal com as mesmas alegações, o Procurador Regional Eleitoral da Bahia na época emcaminhou o caso para a 18ª Promotoria Eleitoral com o Procedimento Apuratório n° 003.0.140915/2008 conduzido pela Drª Joseanne Suzart.

Em 03/10/2008 houve a audiência no MP e nesta data os representantes da SMS informaram que tinham desistido da transferência e aberto um processo administrativo de n° 12.722/08.

Na mesma data, em 15/09/2008 Antoniel ajuizou uma ação indenizatória por danos morais contra a Gerente do 6° Centro e o Secretário de Saúde do Município sob o n° 2222165-7/2008 este processo inicialmente foi distribuido para a 16ª Vara Cível, A Juiza Drª Maria do Carmo Tommasi Caribé entendeu a necessidade de se incluir o Município no processo.

Em 16 de dezembro de 2008 Antoniel se apresenta a Comissão de Sindicância e Processo Administrativo da SMS acompanhado do Coordenador Juridico do SINDSEPS (Fideles) que apesar de ter uma autorização para me acompanhar foi impedido de entrar na sala de audiência.
No depoimento Antoniel solicitou acesso aos autos e este acesso também foi negado.
Em março/2009 a Gerente foi exonerada.

Observando que não havia elementos para levar adiante do processo contra o Secretário de Saúde (a gerente não apresentou nenhuma prova documental que relacionasse o secretário ao fato) em 09/07/2009 atendendo o pedido da Juíza da 16ª Vara Cível Antoniel solicitou a inclusão do Municipio de Salvador no processo 2222165-7/2008 e a exclusão do Secretário de Saúde do Municipio Dr José Carlos Raimundo Britto do mesmo processo.

O processo foi remetido e distribuição e sorteado para a 7ª Vara da Fazenda Pública.

Em julho/2009 Antoniel fez uma representação no Ministério Público do Trabalho aludindo a substituição ilegal de mão-de-obra com funcionários terceirizados da Pró-Saúde durante a greve dos Servidores Públicos Municipais, a representação foi aceita e gerou o Procedimento Preparatório n° 0998/2009 e está sendo conuizido pela Drª Maria Lúcia de Sá Vieira.

No mesmo mêsAntoniel foi eleito para o Conselho Local de Saúde.

Em 07 de agosto de 2009 foi publicada a Portaria de Nomeação de n° 199/2009.

Em 31/07/2009 Antoniel encaminhou o Relatório da Atencão Básica 2008 ao Ministério Público Federal este relatório foi rejeitado pelo Conselho Municipal de Saúde em 22/07/2009.

Em 26/07/2009 subitamenteAntoniel recebe um ofício para se apresentar a Comissão de Sindicância e Processo Administrativo da SMS em 12 e 13 de agosto de 2009.

Em 28/07/2009 Antoniel ajuizou um processo contra o Município de n° 2735148-9/2009 solicitando indenização por danos morais decorrentes das ameaças de corte de ponto ocorrida na greve dos servidores públicos municipais este processo tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública.

Em 03/08/2009 Antoniel impetrou um Mandado de Segurança de n° 2745044-3/2009 solicitando ao Secretário de Saúde do Município que o mesmo apresente todos os contratos de prestação de serviços da sua gestão este processo também tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública. Mesmo com um processo judicial em curso o Secretário de Saúde resiste em apresentar as cópias destes contratos de prestação de serviços e ontem por coincidência antoniel tinha protocolado petição solicitando maior rapidez na apreciação do feito.

Em 12/08/2009 Antoniel teve que ir a uma emergência odontológica e apresentou o atestado em 14/08/2009, houve resistência dos funcionários da Comissão para receber o atestado odontológico.

Antoniel impetrou dois mandados de segurança ( 2757246-4/2009 e 2808707-7/2009) solicitando liminar para acessos aos autos e no fim a anulação do Processo Administrativo 12.722/08 por prejuízo ao direito de ampla defesa. Este processo tramitou na 6ª Vara da Fazenda Publica, mas inexplicavelmente o Juiz indeferiu a petição inicial.

Em 03/11/2009Antoniel impetrou novo mandado de segurança solicitando as mesmos pedidos do processo 2757246-4/2009 e 2808707-7/2009 que desta vez foi distribuido para a 7ª Vara da Fazenda Pública sob o n° 2933425-4/2009.

Em 11/11/2009 foi publicado um despacho solicitando o pagamento das custas (ironicamente) e a emenda a petição inicial.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ESCÂNDALO NA PREFEITURA

Prefeitura emite nota sobre metrô, mas não explica “consórcio oculto”

Obras dos seis quilômetros do metrô caminham em ritmo lento e em meio a sucessivos escândalos

Regina Bochicchio, do A TARDE

Quebrando o silêncio dos últimos dias, diante da veiculação de denúncias de corrupção feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra empresas envolvidas na construção do metrô de Salvador, a prefeitura soltou nota oficial, nesta terça, intitulada “Tribunal de Contas da União (TCU) autoriza conclusão do metrô de Salvador”, que exalta o andamento das obras do trecho Lapa-Acesso Norte, mas não toca em pontos fundamentais acerca do assunto.

O superfaturamento de R$ 110 milhões, o qual aponta o TCU, sequer aparece na nota. Ou ainda a suspeita de um “consórcio oculto” entre as empresas que compõem o consórcio Metrosal – Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Siemens – com as baianas Odebrecht e OAS, que teriam sido favorecidas. O projeto do metrô já consumiu cerca de R$ 1 bilhão e nada está pronto.

Batendo na tecla de que a atual gestão nada tem a ver com as acusações, uma vez que as mesmas se referem “à iniciativa privada” – esquecendo de que as empresas foram pagas com erário público – e teriam ocorrido há mais de 10 anos, quando da licitação, a nota da prefeitura preferiu passar a imagem de que está atenta às recomendações do Tribunal.

Lembra, ainda, que o TCU criou condições para a agilização das obras, e para que a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) “envide todos os esforços no sentido da conclusão das obras do metrô”, mas não diz quais condições são essas. No informe, a CTS assume a autoria das informações, mas o documento foi enviado pela assessoria de imprensa do gabinete do prefeito João Henrique (PMDB), que ainda não se pronunciou sobre o assunto. Em resposta ao esboçamento de criação de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar as denúncias, no âmbito da Câmara Municipal, a prefeitura disse apenas que se trata de decisão do Poder Legislativo.

Providências - O fato é que o último acórdão deliberado pelo Tribunal de Contas da União sobre a questão envolvendo o metrô de Salvador, dia 7 de outubro deste ano, ao qual a reportagem teve acesso, determina em 17 itens o que a CTS – leia-se, a prefeitura – teria de fazer nos próximos meses. Na verdade, o TCU cria providências para entraves antigos.

Entre as determinações deste último acórdão, estão, por exemplo: avaliação do desenvolvimento das obras ante o cronograma estabelecido com os consórcios Metrosal; que efetuasse todas as contratações necessárias aos serviços e obras complementares, que não constam nos contratos celebrados originalmente, como treinamento de pessoal para operação do sistema, elevadores, escadas rolantes... E que acompanhe o desenrolar da ação promovida pelo Consórcio Metrosal na Justiça Federal da Bahia, entre outras providências.

O TCU, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou, na noite de ontem, que não houve nova deliberação no caso. A reportagem não conseguiu falar com o secretário do TCU na Bahia, Antônio França.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PRÓXIMAS ASSEMBLÉIAS

ASSEMBLÉIA DA GUARDA
TERÇA - 10/11 - AS 8HORAS
LOCAL - SEDE


ASSEMBLÉIA DA SUCOP
SEGUNDA - 09/11 - AS 9 HORAS
LOCAL- DIQUE

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

ESCÂNDALO NA SUCOM

Kátia Carmelo entra em campo, mira em sucessor e condena festa da Sucom

http://www.politicalivre.com.br

Em email ao Política Livre, a ex-secretária estadual de Planejamento e ex-superintendente da Sucom Kátia Carmelo disse ter ficado “surpresa” com a notícia da festa em comemoração aos 20 anos da Sucom – onde está lotada como funcionária da Prefeitura -, cujo cancelamento foi determinado hoje pelo prefeito João Henrique (PMDB), depois de reportagem publicada pelo jornal A Tarde informando que o evento seria bancado por fornecedores do órgão.

“Causou-me estranheza (…) primeiro, por não ter qualquer conhecimento sobre a festa ou qualquer homenagem à minha pessoa, uma vez que não fui contactada por ninguém do órgão. Segundo, porque o aniversário da Sucom é em junho e não em novembro. E terceiro porque não acho que hajam motivos para comemorações diante do estado lastimável em que se encontra a Sucom”, disparou a ex-secretária.

Ela afirmou que as festas na Sucom sempre foram cotizadas entre os seus funcionários para que não “devêssemos favores ou usássemos o erário”. “Estas (festas) devem sempre ocorrer para os funcionários e com a presença maciça dos mesmos e não para ‘convidados’. Certamente a tal comemoração não seria pelo aniversário do órgão ou homenagem a ex-gestores, não há qualquer fundamento para tal”, acrescentou.

Ela também disse refutar “qualquer função de lobista na aprovação do PDDU, bem como saliento e reafirmo que a Justiça, diante das provas e dos fatos, não acatou a denúncia do MP, verificando que o ato demolitório (de um terreiro de Candomblé, em sua gestão) foi totalmente legal.”

Empresas financiam festa do 20º aniversário da Sucom

http://www.atardeonline.com.br/politica/noticia.jsf?id=1270588

Regina Bochicchio e Rita Conrado, do A TARDE

>>“Eticamente não é correto”, avalia promotora

Empresas privadas, fornecedoras da Superintendência do Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), vão financiar uma festa para 350 convidados, no Yacht Clube da Bahia, na próxima segunda-feira. O evento vai comemorar os 20 anos da autarquia municipal. Embora o salão já tenha sido reservado pelo valor de R$ 4 mil – substancial redução diante dos R$ 7 mil fixados em tabela para não-sócios – e os convites já tenham sido distribuídos, a assessoria do órgão não informou os nomes das empresas parceiras, sob a alegação de que o valor das cotas, com as quais cada uma delas vai colaborar, ainda não foi fechado.

“O orçamento não foi concluído”, assinalou a assessoria da Sucom, afirmando, contudo, que a festa será organizada com total transparência. “Nenhum tostão do dinheiro público será gasto”, disse a assessoria, que garantiu distribuir para a imprensa, até o dia do evento, a relação com os nomes das empresas colaboradoras.

Homenagem - Apesar de a Sucom possuir cerca de 700 funcionários, entre efetivos e terceirizados, a festa foi concebida para 350 pessoas e estará homenageando com troféus ex-superintendentes do orgão público, como a ex-gestora Kátia Carmelo, acusada de fazer lobby entre vereadores da Câmara Municipal para a aprovação do Plano Diretor de Salvador, em 2007, e denunciada pelo Ministério Público por discriminação, ao determinar a demolição do terreiro de candomblé Oya Onipó Neto. Representantes de empresas parceiras e da sociedade civil organizada, assim como autoridades públicas e funcionários antigos, fazem parte da lista de convidados.

O Yacht Clube confirmou a reserva do salão de festas, mas evitou dar detalhes sobre a negociação com a Sucom e não forneceu o valor a ser pago. Segundo o clube, o pagamento costuma ser feito 72 horas antes da realização dos eventos. A assessoria de imprensa da Sucom afirmou que o órgão negocia com o clube a prorrogação desse prazo para depois da festa.

Desconto - O salão de festas do Yacht Clube tem capacidade para 400 pessoas e é alugado por preço diferenciado de segunda a quinta-feira. A festa da Sucom será na próxima segunda-feira, dia 9, o que normalmente representaria um custo de aluguel de R$ 7 mil para não-sócios. Segundo a Sucom, ainda não há nada definido em relação ao bufê. Se for do clube, o valor do aluguel é reduzido em R$ 1 mil. Sendo incluído o gasto com comida, bebidas e decoração.

Instituição - A Sucom tem como missão o apoio ao desenvolvimento social, econômico e urbanístico de Salvador por meio do controle e ordenamento do uso e da ocupação do solo. Na prática, isso se traduz em competências diversas como análise e emissão de pareceres técnicos em projetos de empreendimento; emissão de alvarás de licença e de autorização para empreendimentos e veiculação de publicidade; emissão de termos de viabilidade de localização de atividade, licenciamento e fiscalização de obras e serviços em vias e logradouros públicos, entre outras atribuições.

Contas - Segundo a assessoria de imprensa do órgão, não haverá gastos do município para realização da festa. “Não há processo licitatório nem de dispensa de licitação”, informou a assessoria.

No relatório de julgamento das contas da Sucom pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), relativas ao exercício de 2008 – aprovadas com ressalvas –, são apontadas irregularidades, principalmente em relação à ausência de licitação na contratação da Petrobras Distribuidora S/A e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps).

O TCM cita ainda casos de enquadramento inadequado para contratação direta mediante inexigibilidade de licitação, envolvendo a locação de imóvel dos credores Santiago Patrimonial e Anton Engenharia e Comércio.

“Eticamente não é correto”, avalia promotora

http://www.atardeonline.com.br/politica/noticia.jsf?id=1270587

Vítor Rocha e Rita Conrado, do A TARDE

A promotora de justiça Rita Tourinho, coordenadora do Grupo de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa do Ministério Público, avalia como uma atitude “eticamente questionável” o fato de a Sucom ter sua festa de aniversário financiada por empresas privadas.

Ela lembra que o órgão tem papel fiscalizador do uso do solo, inclusive com poder de polícia administrativa, e deveria zelar pela sua independência. A promotora, no entanto, avalia não haver nenhum impedimento legal na medida, a não ser que se comprove que o financiamento da festa tenha sido em troca de alguma vantagem.

Inconveniência - “Eticamente, é um processo que não é correto. Deveria se evitar esse tipo de coisa”, comentou a promotora. “Mas daí a se enquadrar em alguma ilegalidade, só se for comprovado algum benefício a alguma das empresas”, aponta.

Para Rita Tourinho, seria totalmente ilegal se a festa fosse de um agente público. “Se fosse a festa de aniversário privada do secretário da pasta ou de algum servidor do órgão, aí com certeza teria (uma ilegalidade). Mas, como é uma festa do órgão, a princípio não se identifica ilegalidade. Mas, lembro, tem a questão ética”, conclui a promotora.

Rita Tourinho lembra de uma situação parecida que ocorreu em maio deste ano. Na ocasião, empresas de planos de saúde financiaram encontro de desembargadores baianos e juízes em hotel de alto luxo na Praia do Forte para discutir ética no relacionamento do setor de saúde. Ela ressalta, no entanto, que nada foi feito por não haver um impedimento previsto na lei.

Perigo -
Embora também não encontre impedimentos legais para a participação de empresa na realização da festa, o diretor da Escola de Direito da Ufba, Celso Castro, especialista em direito administrativo, acha arriscada a relação entre a administração pública e o setor privado. “Pode-se criar uma relação de dependência entre fiscalizado e fiscalizador”, disse. “Uma festinha hoje, um benefício amanhã podem criar um caminho perigoso”.