Falta de clínicas e hospitais conveniados, atendimento lento e precário, poucos médicos. Estes são alguns dos problemas de que os servidores da prefeitura se queixam a respeito do IPS. Na manhã de ontem, representantes do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps) voltaram a denunciar a situação que enfrentam desde 2005.A assistência à saúde da previdência é dividida em duas redes, a própria e a conveniada. Segundo o coordenador da Comissão dos Servidores da Câmara em Prol do IPS, Sidelmar Castro, cerca de 90% dos contratos conveniados foram cortados. Como a prefeitura está em débito, os hospitais e clínicas deixaram de atender os servidores, restando apenas a assistência própria. “O IPS está sucateado.Foi degradado paulatinamente”, reclamou Castro.
A fim de resolver a situação, a prefeitura se comprometeu a estabelecer novos convênios em sistema de compensação de créditos – vencidos e que ainda estariam vencendo. Ou seja, agremiações de saúde, que têm dívidas com o município, quitariam seus débitos através de atendimentos médicos prestados aos servidores.Segundo Castro, a promessa foi feita em reunião do Sindseps com João Henrique no final de 2006.Em fevereiro passado, uma audiência pública organizada pela Comissão de Saúde da Câmara sinalizou que a oferta seria posta em prática já a partir da primeira quinzena de março. Os servidores se queixam de que nada foi feito, até então. “Estamos amargando um momento muito difícil. Está sendo complicado negociar com a prefeitura, porque ela faz as propostas e não cumpre”, afirmou a diretora-geral do sindicato, Beatriz Rosa.
quarta-feira, 28 de março de 2007
SindSeps no A TARDE
IPS mantém apenas 10% de seus convênios