segunda-feira, 26 de março de 2007

SindSeps toma as ruas do Campo Grande na Mudança do Garcia

Na contra-mão dos partidos, sindicato atualiza o caráter independente da manifestação
Em tom de protesto, mas preservando a irreverência do tradicional bloco Mudança do Garcia, o Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps) tomou conta das ruas do Campo Grande na segunda-feira de Carnaval. As faixas e cartazes confeccionados pelo sindicato e expostas pela carroça da entidade e por servidores durante o desfile deram o caráter crítico e independente da Mudança.
Os servidores do município de Salvador desfilarão com muita irreverência, integrando uma manifestação que reúne ao chegar à praça do Campo Grande cerca de vinte (20) mil pessoas. A manifestação também foi o cenário do lançamento da Campanha Salarial 2007 do SindSeps, além de para os holofotes da festa Momesca as preocupações, dores e anseios do povo soteropolitano. A intervenção do sindicato na manifestação foi marcada por ácidas críticas ao prefeito João Henrique e a sua equipe de governo.
Reivindicações - O SINDSEPS defende o pagamento do auxílio-transporte em pecúnia (dinheiro para o pagamento de despesas com locomoção, depositado todo mês na conta corrente dos funcionários públicos). A diretoria também defende a concessão do benefício em pecúnia, que visa atender o pleito dos servidores como também reduzir custos operacionais.
Em abriu de 2007, a Secretaria de Administração (SEAD) anunciou via contra cheques que implantaria o sistema Salvador Card. A medida desagradou parte do funcionalismo, que defende a pecúnia como um complemento para se locomover para o trabalho, uma vez que os servidores possuem as mais variadas formas de locomoção.
Os servidores aprovam o recebimento do auxílio-transporte. O benefício evitará atrasos. Para o diretor de imprensa do SINDSEPS, Saulo Borges, o decreto evitará transtornos aos funcionários, principalmente, por conta dos problemas que o Salvador Card apresenta: defeito no chip, perda de créditos, não é aceito nos ônibus metropolitanos nem trens suburbanos. O salvador card dificultará a vida dos trabalhadores que moram na ilha, em cidade vizinhas, que se deslocam de motocicleta. E para os que preferem o cartão de passagem. Borges afirma que o mais democrático é que o servidor faça a opção. "o importante é que o trabalhador seja consultado e possa fazer a opção pelo auxílio transporte em pecúnia ou salvador card vale", pondera o sindicalista. A secretária da Administrativa, Liziane Guimarães, promete estudar o pleito dos trabalhadores.