segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Dos 13 médicos, seis estão de férias e sem substitutos Faltam medicamentos nas prateleiras do anexo do edifício sede, na Avenida Joana Angélica

As prateleiras quase vazias da farmácia do servidor é a metáfora da situação do atendimento médico e social oferecido aos servidores municipais. "Há alguns anos encontrávamos todo tipo de remédios, que eram disponibilizados a 20% do preço de mercado. Hoje está assim, falta tudo", comparou o coordenador jurídico do Sindiseps, Fideles Souza. A farmácia fica no anexo do edifício sede do Instituto de Previdência de Salvador, na Avenida Joana Angélica, onde são oferecidos os serviços da rede básica. Na recepção, a informação disponível é que no edifício é oferecido atendimento de clínica médica, geriatria, ginecologia, cardiologia, urologia e reumatologia. Mas um aviso na parede informa aos usuários que de um total de 13 médicos, pelo menos seis estão de férias, sem substitutos. "O que tem acontecido é que o servidor vem, recebe a guia de atendimento e não consegue ser atendido porque não tem médico, como aconteceu agora há pouco com dona Ananete", disse o coordenador jurídico do Sindiseps, Fideles Souza. Na condição de manter sua identidade em sigilo, uma funcionária informou que em especialidades como reumatologia não há problema de atendimento porque a demanda é suficiente. "Mas em cardiologia, por exemplo, é muito complicado ser atendida", disse ela. Funcionária há 10 anos na prefeitura, ela confirma a queda na qualidade do atendimento do IPS nos últimos anos. "O povo votou em João Henrique por causa do aumento do salário de servidores, mas quando a gente tem que gastar com saúde o salário fica, na verdade, menor", disse. rede credenciada - Por meio de sua assessoria de imprensa, a secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag) informou que a rede credenciada conta com 10 clínicas e laboratórios, além do Hospital Jaar Andrade para atendimento aos servidores. Mas na recepção do edifício sede do IPS a informação é outra. Uma funcionária informou que apenas duas clínicas estão credenciadas para oferecer atendimento a servidores municipais, nas especialidades de oftalmologia e ortopedia (atendimento de emergência). São elas: SOS Oftalmo, no Itaigara, e a Clínica de Fraturas, em Marechal Rondon. Contatadas por telefone, somente a segunda disse estar atendendo assegurados do IPS. A primeira informou que o atendimento estava suspenso porque o repasse da prefeitura estava atrasado.