sexta-feira, 26 de junho de 2009

MOÇOES DE APOIO AO MOVIMENTO

O sindicato está recebendo alguns apoios de organizações, partidos e entidades do movimento social. Todas as moções devem ser encaminhadas para o email sindseps@ig.com.br que serão publicadas aqui. Abaixo a primeira moção encaminhada ao movimento:


MOÇÃO DE APOIO

Nós, que abaixo-assinamos, repudiamos a atitude irresponsável e ditatorial da cúpula da administração do Município de Salvador, encabeçada pelo Prefeito João Henrique, que criminaliza judicialmente um movimento legítimo de greve dos Funcionários Públicos de Salvador, além de promover perseguição política ao sindicato e ao movimento sindical.

Queremos Deixar claro que nos solidarizamos com o legítimo movimento paredista e com todas as diretoras e todos os diretores do SINDSEPS. As propostas e contra-propostas oferecidas pela Adminisrtração Municipal é uma demonstração clara de desrespeito total ao movimento de trabalhadores. É bom ressaltar que essa idéia que a prefeitura está passando por dificuldades é mentirosa haja vista que recentemente denunciamos o perdão da dívida de 40 milhões de reais ao Consórcio Parques Urbanos, do Grupo Iguatemi, que administra o Aeroclube Plaza Show, relativa a utilização da área e IPTU não pagos desde 2001; outra denúncia que fizemos, relativa a crime ambiental (desmatamento da Mata Atlântica e aterramento da Lagoa Encantada), é a construção de uma pista atrás do Shopping Paralela, se dizendo que é para ligar Patamares à avenida Paralela (houve até o absurdo de um decreto de utilidade pública), mas na verdade é para beneficiar dois grandes empreendimentos imobiliários da Construtora Patrimonial Saraiba: Greenvile e Colinas de Piatã, só que com dinheiro público. esses são apenas alguns dos grandes desmandos dessa administração hipócrita.

Finalizando gostaríamos de deixar claro a nossa solidariedade e a nossa disposição de apoio a esse movimento justo e legítimo.

Cordialmente

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE - Presidente Nacional - Heloísa Helena

COORDENAÇÃO NACIONAL DA INTERSINDICAL

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE/BA - Presidente Estadual - Marcos Mendes

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE/BA - Secretário de Movimentos Sociais - Hilton Coelho

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SINDICATO NÃO FOI AUTUADO, GREVE MANTIDA!

MATÉRIA DA GLOBO
http://ibahia.globo.com/bahiameiodia/materias_texto.asp?modulo=2906&codigo=208312

Servidores municipais mantêm greve apesar da ameaça de multa
A TARDE On Line

Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira, 25, na sede da Superintendência de Conservação de Obras (Sucop), os servidores municipais decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A decisão acontece apesar de o juiz Everaldo Cardoso de Amorin, da 5ª Vara da Fazenda Pública, ter determinado multa diária de R$ 2 mil caso o sindicato continue a impedir o acesso dos servidores aos locais de trabalho. De acordo com nota divulgada pela Secretaria Municipal de Comunicação (SECOM), a determinação judicial foi tomada na última sexta-feira, 19.

A Prefeitura Municipal de Salvador ingressou com a mesma ação contra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e a Associação dos Empregados em Transportes e Trânsito do Município (Astram), alegando que desde o dia 08 de junho servidores municipais contrários à greve estariam sendo prejudicados e impedidos de executar suas atividades.

Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Gustavo Mercês, nenhum dos diretores foi notificado judicialmente até a tarde desta quinta. "Isso é um boato, nós estamos garantindo o funcionamento dos 30% dos serviços essenciais e emergenciais", afirma. O diretor reclama também que a prefeitura ainda não retomou as negociações com o sindicato.

Negociação - Sindicalistas e prefeitura não chegaram a um consenso sobre o reajuste salarial, mesmo após as duas reuniões realizadas nos dias 15 e 19 deste mês. No início do movimento grevista, os trabalhadores pediam 50% de reajuste salarial, proposta que foi reduzida posteriormente para 14%. A prefeitura, no entanto, mantém a oferta de 2% e afirma estar no "limite econômico e financeiro".

Nesta quinta, os servidores municipais completam dez dias em greve. Nesse período, a categoria realizou passeatas em horários de pico nos principais pontos da cidade, como Av. ACM, Rótula do Abacaxi e Estação da Lapa. A categoria se reúne novamente nesta sexta-feira, 26, e promete realizar mais uma manifestação nas ruas do Centro da cidade ou na região da Rótula do Abacaxi.

..:: 25/06 - Servidores municipais mantêm greve que já dura 10 dias
http://www.aratuonline.com.br/2009/noticia/26889,servidores-municipais-mantem-greve-que-ja-dura-10-dias.html

No décimo dia de greve geral, os servidores municipais, em assembléia realizada nessa tarde, definiram pela manutenção da greve por tempo indeterminado. Segundo o Sindseps (Sindicato dos servidores da Prefeitura do Salvador), a Prefeitura não apresentou nenhuma contra-proposta e nem indicou outro dia para nova rodada de negociação.


Sobre a multa estabelecida pela justiça caso os servidores impeçam o acesso de colegas aos postos de trabalho, Gustavo Mercês, diretor do sindicato, afirma que “até o momento não temos conhecimento da existência de uma possível intimação judicial, visto que nenhum diretor foi autuado, nem há sentido pra isso, afinal estamos garantindo o direito de ir e vir e o funcionamento dos 30% dos serviços essenciais e emergenciais. É mais um boato espalhado na cidade”. A categoria reivindica além do reajuste, a constituição e custeio público de um plano de saúde para categoria e melhorias nas condições de trabalho.

Impasse entre Prefeitura e servidores arrasta greve
25/06/2009 - 14h52m
*Da Redação, com informações do Bahia Meio Dia
redacao@portalibahia.com.br

Já dura dez dias o impasse entre Prefeitura e servidores municipais de Salvador e assim a greve se arrasta. Isso significa dor de cabeça para a população, que não está conseguindo realizar alguns serviços.


A maioria dos portões das unidades públicas está fechada. Na Praça da Sé, o prédio onde funciona o Serviço de Contestação de Multas de Trânsito está sem funcionar. As atividades nas escolas municipais também estão paradas por causa da greve e do recesso escolar.

Na Defesa Civil, o atendimento é parcial. Apenas 30% dos funcionários estão em atividade. Nos Barris, onde funciona a sede da Transalvador, serviços como liberação de veículos apreendidos também estão suspensos.

A categoria quer um reajuste de 14%, mas, até agora, a Prefeitura ofereceu 2%. “Hoje, o salário-base dos servidores é de um salário mínimo. Na prática, esses 2% equivalem a R$ 9,20”, declara Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais.


Servidores municipais permanecem em greve
25/06/2009 - 12h38m
*Da Redação, com informações de assessoria
redacao@portalibahia.com.br

Os servidores municipais continuam em greve por tempo indeterminado. Com a paralisação, os serviços como fiscalização e ordenamento de trânsito e transporte, liberação de alvarás e vistorias técnicas da Sucom, Operação Chuva, recapeamento de asfalto (tapa buracos) realizados pela Sucop e o controle dos ambulantes organizado pela SESP estão comprometidos.

Quanto aos serviços emergenciais como Codesal, Combate à endemias, salva-vidas e guardas municipais operam com apenas 30% do efetivo. Os professores também mantêm a greve, mesmo até o período pós-recesso junino.

Segundo o diretor do Sindseps (Sindicato dos servidores da Prefeitura do Salvador) 'a última mesa de negociação com a prefeitura não apresentou avanços, sendo que propomos um novo percentual que reduziu de 50% para 14% de reajuste e a prefeitura apenas apresentou um percentual de 2%, que na prática equivale a um aumento de R$ 9,20 para a categoria', disse Gustavo Mercês.

A categoria fará nesta quinta-feira (25), às 15 h, na Sucop Dique, uma nova assembleia que definirá os rumos do movimento e uma possível caminhada no local. Até o momento a Prefeitura não entrou em contato com o sindicato para uma nova rodada de negociações.

Segundo Mercês, 'a categoria rejeita qualquer proposta de reajuste que esteja abaixo do índice de inflação e não irá voltar aos trabalhos enquanto não tiver garantido um plano de saúde, custeado pela prefeitura'.

Outra categoria que ameaça entrar em greve são os agentes da Samu que são contratados pelo regime REDÁ e que reclamam sobre as péssimas condições de trabalho e a instabilidade de um contrato que só tem duração de seis meses.


Impasse entre Prefeitura e servidores arrasta greve
BAHIA MEIO DIA - REDE BAHIA
25/6/2009
Já dura dez dias o impasse entre Prefeitura e servidores municipais de Salvador e assim a greve se arrasta. Isso significa dor de cabeça para a população, que não está conseguindo realizar alguns serviços.

A maioria dos portões das unidades públicas está fechada. Na Praça da Sé, o prédio onde funciona o Serviço de Contestação de Multas de Trânsito está sem funcionar. As atividades nas escolas municipais também estão paradas por causa da greve e do recesso escolar.

Na Defesa Civil, o atendimento é parcial. Apenas 30% dos funcionários estão em atividade. Nos Barris, onde funciona a sede da Transalvador, serviços como liberação de veículos apreendidos também estão suspensos.

A categoria quer um reajuste de 14%, mas, até agora, a Prefeitura ofereceu 2%. “Hoje, o salário-base dos servidores é de um salário mínimo. Na prática, esses 2% equivalem a R$ 9,20”, declara Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais.

Enquanto a Prefeitura e os servidores não chegam a um acordo, quem sai prejudicada é a população. “É horrível. Não tenho como resolver os meus problemas”, diz o contador Paulo Amaral.

Prefeitura e Sindicato dos Servidores vão ter mais uma rodada de negociações na tarde desta quinta-feira (25).

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO DE SALVADOR

Salvador vive hoje um momento de crise, que vai do sucateamento dos serviços públicos essenciais, problemas de infra-estrutura, até os problemas de Gestão Administrativa no Governo Municipal. Os serviços de saúde estão praticamente paralisados por falta de médicos, equipamentos, materiais de higienização, medicamentos, inclusive água potável, na maioria dos postos. Muitas vezes os servidores precisam comprar materiais com recursos próprios para o desenvolvimento de suas atividades.
Os serviços de manutenção e conservação da Cidade, executados pela SUCOP, são desenvolvidos de forma precária e os trabalhadores não possuem qualquer tipo de equipamentos de proteção individual e coletiva, previstos pelas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. O asfalto que é colocado na cidade (tanto nas operações tapa-buracos, quanto nas obras de recapeamento asfáltico) é de qualidade inferior aos padrões oficiais, desmanchando à primeira chuva e até levados pelos pneus dos carros, durando apenas algumas semanas. Com isso, lucram as empresas terceirizadas que ganham por produção.
A nossa tão falada Guarda Municipal, largamente utilizada como "garota propaganda" na época das eleições, hoje vive sob suspeita de corrupção na aquisição de fardas, apitos e outros materiais, e está sendo investigada pela "Operação Neêmesis", desencadeada pela Polícia Civil da Bahia. O pior é que até hoje centenas de guardas não possuem fardamento.
Os Agentes de Salvamento Aquático (SALVAMAR), tão necessários às nossas praias, adquirem o cloro, para tratamento da piscina de treinamento, com recursos próprios. Estes, além de estarem expostos a condições de trabalho extremamente insalubres, também não recebem o devido adicional na remuneração.
A TRANSALVADOR, gestora do transporte e trânsito do município, dispõe de péssimas condições de trabalho, que vão da sua sede até as estações, terminais e outros equipamentos da infra-estrutura urbana, nos quais os servidores desempenham suas atividades profissionais.
Diante deste quadro caótico, os servidores municipais em campanha salarial, cuja data base é 1° de maio, estão nas ruas para denunciar o descaso da Prefeitura para com a cidade e o funcionalismo público.
A nossa Pauta de reivindicações foi encaminhada oficialmente para o Prefeito desde o dia 03 de abril e, após dois meses e doze dias de silêncio e descaso, João Henrique apresentou o mísero percentual de 1% de reajuste salarial (ampliado para 2% na rodada seguinte). Por isso, estamos fazendo protestos nas ruas e em GREVE POR TEMPO INDETERMINADO!
Na oportunidade, pedimos à população de Salvador compreensão e apoio, pois a vitória desta luta irá proporcionar uma melhoria na prestação dos serviços públicos aos nossos cidadãos.
Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador - SINDSEPS

coronel é exonerado após responsabilizar secretários




Marcelo Brandão | Redação CORREIO
Investigado por irregularidades no contrato de fornecimento de fardas para a Guarda Municipal de Salvador (GMS), o coronel José Alberto Guanais, comandante da corporação desde sua criação, pediu demissão do cargo na terça- feira à tarde.

A decisão foi tomada horas depois do CORREIO publicar declarações do coronel, responsabilizando dois secretários municipais pelos problemas com os uniformes. Em entrevista gravada por telefone, Guanais eximiu-se de culpa pelo atraso na entrega do uniforme.

Ele também culpou o ex-secretário de Administração, Oscimar Torres, e o titular da pasta de Serviços Públicos, Fábio Mota, pela falta de providências. Na entrevista, Guanais comentou o seu envolvimento com o lobista Gracílio Junqueira Santos, indiciado no inquérito da Operação Nêmesis, e apontado como articulador do esquema de fraudes nas licitações da PM.

O coronel justificou ainda diálogos telefônicos com Gracílio, em quatro conversas telefônicas comprometedoras, gravadas com autorização judicial durante a investigação do caso.

As escutas da Operação Nêmesis flagraram Guanais e Gracílio conversando em janeiro de 2009, quando foram noticiados problemas enfrentados pela Guarda Municipal, por conta do atraso na entrega das fardas. Em telefonema no dia 7 de janeiro, o comandante mostra preocupação com os atrasos na entrega das fardas.

“Guanais diz que o problema é que a Guarda atestou sem ter recebido o material”, revela a transcrição da conversa que consta no inquérito. No mesmo contato, Gracílio diz que Guanais “só intermediou” o contrato com a Guarda.

Em outras conversas, Guanais e Gracílio voltam a conversar para marcar encontros para tratar dos problemas do fardamento da corporação. O empresário frisa sempre que há coisas para serem combinadas apenas entre os dois.

Foram essas conversas que levaram a Delegacia de Repressão a Crimes Econômicos e Contra Administração Pública (Dececap) e o Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa (Gepan), do Ministério Público, a investigarem o coronel.

Ao CORREIO, o comandante disse que os problemas com o fardamento foram comunicados aos secretários. “Notifiquei os dois secretários sobre o atraso nas fardas. Cabia a eles tomar providências”, disse.

Exoneração
Guanais pediu exoneração do cargo ao secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, terça-feira pela tarde, horas depois do CORREIO ter publicado, com exclusividade, a transcrição das conversas e as críticas do comandante a Mota e a Torres.

Embora o coronel e a prefeitura não tenham comentado os motivos da demissão, as declarações aumentaram a pressão sobre o comandante. O coronel entregou uma carta com o pedido de demissão a Fábio Mota, que submeteu o pedido ao prefeito.

Segundo a Secretaria de Comunicação do Município (Secom), João Henrique aceitou a demissão de Guanais no final da tarde. No início da noite, a Secom emitiu uma nota sobre o pedido de afastamento do coronel do cargo, mas não revelou os motivos alegados por Guanais na carta para deixar o comando da guarda.

Novo comando deve ser escolhido nesta quinta-feira (25)
O novo comandante da Guarda Municipal de Salvador (GMS) deve ser definido pelo prefeito João Henrique, em conjunto com a Casa Civil e o secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, segundo informou a Secretaria de Comunicação Social do Município (Secom).

Já há uma reunião marcada para esta quinta-feira (25) entre João Henrique e os titulares da pasta, quando deverá ser anunciado o nome. Segundo o regimento da Superintendência Municipal de Prevenção à Violência, novo nome da Guarda Municipal de Salvador (GMS), o comandante da corporação tem que ser, obrigatoriamente, um militar com patente de coronel ou acima ou ainda similar, no caso da Aeronáutica e da Marinha.

A Secom informou que a prefeitura ainda não possui nomes de possíveis candidatos ao cargo. O novo comandante vai enfrentar uma greve dos guardas municipais que já dura dez dias.

Os grevistas solicitam um adicional de risco, igual ao que é pago aos policiais civis e militares, em função da atividade que exercem. A prefeitura se nega a pagar o benefício. Os guardas também reivindicam reajuste salarial de 50%, piso de R$ 650 e um plano privado de assistência médica. A investigação sobre fraudes na aquisição das fardas da GMS deve ser outro problema para o novo gestor.

‘Eu notifiquei os secretários’
Coronel da reserva da PM, José Alberto Passos Guanais Mineiro foi procurado na segunda- feira pelo repórter Marcelo Brandão, do CORREIO, para esclarecer suas ligações com o empresário e lobista Gracílio Junqueira.

O comandante da Guarda concedeu a seguinte entrevista, cujos principais trechos foram publicados na edição de terça-feira. Como a entrevista - em que nega irregularidades na aquisição do fardamento e responsabiliza dois secretários da prefeitura por não terem tomado providências sobre o atraso na entrega dos uniformes da corporação - foi apontada como uma das razões para sua demissão, o CORREIO publica a íntegra das declarações do coronel.

O secretário Fábio Mota, titular da Secretaria de Serviços Públicos, e Oscimar Torres, então responsável pela pasta de Administração, ouvidos pelo jornal ainda na segunda-feira, eximiram-se de responsabilidade no caso.

Por que o senhor atestou ter recebido as fardas da Guarda Municipal de Salvador, sem as ter recebido, como atestam as escutas de suas conversas com Gracílio Junqueira?

A Guarda Municipal recebeu (as fardas), mas não na totalidade. Quando ele (Gracílio) entregava, deixava uma carta de crédito da quantidade que faltava. Agora, isso tudo que aconteceu era com conhecimento do secretário de Administração (Oscimar Torres) e do secretário de Serviços Públicos (Fábio Mota), a quemeu notifiquei sobre o atraso.

O senhor avisou aos dois secretários sobre o atraso?

Essa mesma notificação eu entreguei ao secretário de Administração e ao secretário de Serviços Públicos, dizendo que a empresa não estava cumprindo o contrato. No dia 7 de julho do ano passado, eu notifiquei a Secretaria de Administração que a empresa (Central de Negócios) não estava honrando o compromisso que tinha assumido. Naquela época, a secretaria, se quisesse, tinha parado o processo.

Por que o senhor aparece nas escutas pedindo que Gracílio telefone para um secretário?

Porque eu não tinha como resolver nada, quem tinha que resolver eram eles (os secretários de Administração e de Serviços Públicos). A minha obrigação toda era treinar os homens, formar e botar na rua.

Qual era a quantidade de fardamento que estava com a entrega atrasada?

Ele entregou 80% das 1.400 fardas no prazo, mas ficou faltando 20% (280 fardas).

O senhor tomou alguma medida para resolver o problema do atraso na entrega do fardamento da Guarda?

Eu notifiquei também a empresa (Central de Negócios) por descumprimento do con trato, em julho, porque ela não estava honrando o prazo de 30 dias para entrega da farda. Não era eu que tinha que punir a empresa, porque não fui eu que contratei essa empresa. Só fiz receber.

Qual era sua ligação com Gracílio Junqueira, a quem o senhor aparece chamando de irmão de consideração nas escutas da Nêmesis?

Ele (Gracílio) era fornecedor da corporação (Polícia Militar) há 20 anos, eu conheço ele há 20 anos.

Gracílio diz nas gravações que o senhor fez apenas intermediação, se referindo ao fardamento da Guarda. O que o lobista quis dizer com isso?

Eu não intermediei nada. Eu apenas encaminhei a relação do material necessário. Ele fala que eu intermediei porque eu coloquei ele para conversar com os secretários.

Empresas de Gracílio com aval da Guarda
A Guarda Municipal de Salvador (GMS) indicou o nome de três empresas para participar da pesquisa de preços para aquisição do fardamento da corporação, sendo que duas delas são ligadas ao lobista Gracílio Junqueira Santos, indiciado pelo esquema de fraude em licitações da Polícia Militar, desbaratado nas investigações da Operação Nêmesis.

A informação foi revelada no depoimento ao Ministério Público Estadual do servidor municipal Fernando Soares Borges, que trabalhava na coordenação de materiais da Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão (Seplag).

Das cinco empresas que participaram da pesquisa de preço, a Tecno Import e Asserv, ambas ligadas ao esquema de Gracílio, foram indicadas pela Guarda Municipal, informou Borges em depoimento à promotora Rita Tourinho, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam).

A Leme Ltda também foi indicada pela GMS. As empresas Mega Luvas e Bahia Fardas também participaram da pesquisa de preços. Mas elas foram contactadas pela Coordenação de Materiais e Patrimônio (CMP), órgão onde Borges trabalha, segundo ele revelou no depoimento.

Nessa pesquisa de valores, constam apenas as empresas que apresentaremos menores preços do mercado. A pesquisa é usada em licitações para indicar os valores de referência dos produtos para serem usados durante os leilões. A vencedora do pregão das fardas da GMS foi a empresa Central de Negócios, também ligada a Gracílio.

Fardas sob suspeita

- Junho de 2008 - A Central de Negócios, ligada a Gracílio Junqueira, vence licitação para compra de duas mil fardas para a Guarda Municipal de Salvador.

- Julho de 2008 - A empresa começa a atrasar a entrega do fardamento.

- Outubro de 2008 - Apesar dos problemas na entrega, a Central de Negócios ganha concorrência para novo lote. Licitação para dois lotes de acessórios para a Guarda é vencida pela Asserv, também ligada ao esquema de Gracílio.

- Janeiro de 2009 - Reportagem do jornal A Tarde revela que guardas municipais não estão trabalhando nas ruas, devido ao atraso na entrega de mais de 300 fardas. Ministério Público abre investigação.

- Março de 2009 - Operação Nêmesis prende 12 pessoas - três coronéis - por fraudes na PM articuladas por Gracílio e revela ação de suas empresas nas licitações da Guarda Municipal.

- Junho de 2009 - Série de reportagens do CORREIO, com base no inquérito policial da Nêmesis, detalha o envolvimento dos oficiais da PM no esquema de corrupção e a ligação do coronel Guanais com Gracílio Junqueira, articulador do esquema. O comandante da Guarda Municipal pede demissão.

(notícia publicada na edição impressa do dia 25/06/2009 do CORREIO)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

coronel pede afastamentodo cargo


Coronel Guanais é afastado da superintendência da Guarda Municipal
A TARDE On Line
O coronel José Alberto Guanais pediu afastamento da superintendência da Guarda Municipal nesta terça-feira, 23. O pedido foi aceito pelo prefeito João Henrique, que ainda não definiu o nome do novo superintendente. O Ministério Público investiga irregularidades na aquisição de fardamento da Guarda Municipal. Depoimento ouvido pela promotora de Justiça Rita Tourinho aponta o coronel como responsável por indicar a empresa Central de Negócios para participar de forma irregular da cotação de preços para compra dos uniformes. Os indícios de irregularidades foram denunciados por A TARDE desde janeiro de 2009


Comandante da Guarda Municipal pede afastamento do cargo


Redação CORREIO
A Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) informou que já está sendo definido o nome do novo superintendente da Guarda Municipal de Salvador (GMS). O coronel José Alberto Guanais encaminhou na terça-feira (23) ao secretário dos Serviços Públicos, Fábio Motta, seu pedido de afastamento da Superintendência da instituição.
A solicitação do coronel foi comunicada ao prefeito João Henrique, que aceitou o pleito e, ao mesmo tempo, destacou seu empenho durante o período em que esteve à frente da corporação.

Operação Nemesis: Polícia e MP investigam comandante da Guarda

Marcelo Brandão Redação CORREIO
Escutas de telefonemas entre o lobista Gracílio Junqueira, apontado como o articulador do esquema de corrupção na PM,e o coronel José Alberto Guanais, comandante da Guarda Municipal de Salvador, estão ajudando a polícia a investigar a suspeita de fraude no processo licitatório de fardas para a Guarda.
Guanais é flagrado conversando com Gracílio quatro vezes durante a Operação Nêmesis: o inquérito foi remetido ao Ministério Público do Estado (MPE) semana passada com o indiciamento de 27 pessoas por fraudesem licitações na PM e no Corpo de Bombeiros. O coronel Guanais, ementrevista ao CORREIO na segunda (22), negou qualquer irregularidade na licitação para a compra das fardas.
Depois do coronel Guanais ser flagrado em conversas com Gracílio,um inquérito foi aberto pelo delegado Cleandro Pimenta, titular da Delegaciade Repressão a Crimes Econômicos e Contra Administração Pública (Dececap) para investigar a compra de fardas pela Guarda Municipalde uma empresa ligada a Junqueira.
Outra investigação sobre o caso também foi instaurada pela promotora RitaTourinho, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa (Gepan) do MPE. As duas investigações viraram desdobramentos da Nêmesis depois que os investiga-dores da operação enviaram à Dececap e ao MPE as escutas telefônicas, filmagens e outras provas com indícios de fraude no fornecimento das fardas da Guarda Municipal.
Mas, no próprio inquérito da Operação Nêmesis, remetido na quinta-feira passada ao MPE, indiciando 27 pessoas, incluindo o lobista Gracílio Junqueira, a licitação para aquisição das fardas da Guarda Municipal consta nocapítulo dos processos fraudados pela quadrilha que atuou no esquema de compra superfaturada da PM.
ESCUTAS - As escutas telefônicas da Operação Nêmesis flagraram Guanais e Gracílio conversando em janeiro de 2009, quando foram noticiadosproblemas enfrentados pela Guarda Municipal com o atraso na entrega das fardas. Nas conversas gravadas com autorizaçãojudicial, o coronel pergunta se o lobista viu aconfusão que deu, referindo-se às reportagens publicadas sobre o assunto. Em seguida, Guanais explica que o problema é que a Guarda atestou que recebeu as fardas, sem ter recebido.
A empresa Central de NegóciosComérciosLtdavenceu a licitação em junho de 2008, para fornecer 1.400 uniformes para a Guarda Municipal de Salvador.A fornecedora tinha um prazo de 30 dias para entregar o fardamento, mas até janeiro de 2009 não tinha entregue todas as fardas. Guardas municipais denunciaram que não estavam fazendo policiamento nas ruas por falta de fardamento adequado.
Num dos trechos das escutas telefônicas contidos no inquérito da Nêmesis e repassados para a Dececap, Guanais insiste que Gracílio procure o secretário para resolver o problema das fardas da Guarda Municipal. O nome do secretário não é citado, mas o coronel Guanais, em entrevista ao CORREIO, diz estar se referindo ao secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, a quem a Guarda está subordinada.
Mota negou ter sido procurado por Gracílio para falar dos problemas nasfardas. Para justificar o atraso na entrega das fardas, Gracílio diz que a demora foi causada pelo atraso de um pagamento do estado para ele no valor deR$ 400 mil. Adesculpa não teria nexo, já que o dinheiro do governo estadual não tem relação com a Guarda Municipal e a empresa fornecedora deveria ter capital de giro para honrar o contrato.
Ainda na conversa grampeada pelos investigadores, Gracílio revela que ele já entregou coisas até sem concorrência. Mas acrescenta que ele não pode contar isso nos jornais.
EMPRESAS FANTASMAS - Duas das empresas que participaram de licitação para fornecimento de fardas para a Guarda Municipal, inclusive aganhadora da licitação, foram denunciadas no inquérito da Nêmesis como empresas fantasmas, usadas para fraudar processos licitatórios no estado.
A vencedora do primeiro pregão para compra do fardamento, a Central de Negócios, pertence a Aline Cerqueira de Castro, apontada como comparsade Gracílio Junqueira no esquema de fraude em licitações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Ela tem como sócia Dilma Gonçalves da Costa Senna, esposa do tenenteAntônio Durval Senna Júnior, lotado no setor de pagamentos do Corpo de Bombeiros. Todos foram indiciados no inquérito da Nêmesis.
(Notícia publicada na edição do dia 23/06/2009 do CORREIO)
fonte: Jornal Atarde


Salvador - Página 4

GUARDA MUNICIPAL TEM TRAJETÓRIA ACIDENTADA

2.7.2008
O prefeito João Henrique causa polêmica ao apresentar a Guarda Municipal da capital no desfile ao 2 de Julho do ano passado. É criticado pelos adversários ao colocar a nova tropa à frente dos caboclos em pleno ano eleitoral.
22.7.2008
Em uma infeliz coincidência, o segurança Saidemberg Cruz, 32 anos, modelo da campanha publicitária de lançamento da Guarda Municipal, é assassinado a tiros em Cajazeiras VIII. Os motivos da morte não são esclarecidos pela polícia.
7.1.2009
Integrantes da corporação municipal denunciam a falta de fardas para poderem atuar na capital. Um dos guardas relata a A TARDE a dificuldade para conseguir lavar o único fardamento, a tempo de trabalhar no dia seguinte.
7.1.2009
A TARDE chega até a empresa do lobista Gracílio Junqueira, em escritório no bairro do Comércio, publicando reportagem em que expõe indícios de irregularidades no fornecimento de fardamento para a Guarda Municipal.
13.1.2009
O guarda municipal Alan Fernandes de Souza, 30, denuncia a instituição por crime de racismo e assédio moral, por exigir que ele corte o cabelo para trabalhar. Em maio, Alan é suspenso por 15 dias e pode ser expulso da instituição.

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESCÂNDALO NA GUARDA!


Lobista cobra dinheiro da Guarda Municipal
Valmar Hupsel Filho, do A TARDE
Agência A TARDE
Gracílio foi à sede da Guarda na semana passada, quando foi fotografado



O lobista Gracílio Junqueira Santos, apontado como figura central do esquema que fraudava licitações em contratos com a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal de Salvador, desbaratado pela Operação Neêmesis, esteve na sede da Guarda Municipal, na San Martin, na última quarta-feira (17), por volta do meio-dia. “Pra que que eu tive lá? Pra que que eu tive lá? Fui lá saber sobre os aditivos”, respondeu Gracílio, por telefone.
Gracílio foi impedido de entrar no prédio por guardas municipais, que estão em greve desde o dia 5. E foi fotografado por um deles, que utilizou a câmera de um telefone celular. Aos grevistas, o lobista disse abertamente que estava ali para cobrar dinheiro, porque estava precisando.
“Tudo o que vocês usam, desde a farda, coturno, apito ou cassetetes, vem de mim. Forneci até aquelas 60 fardas para vocês desfilarem para o prefeito no 2 de julho (2008), sem licitação”, teria dito Gracílio ao se apresentar a guardas, que relataram a história sob a condição de sigilo, com receio de alguma retaliação.
Na festa pela Independência da Bahia, no ano passado, a Guarda Municipal desfilou, ainda sem estar efetivamente nas ruas, em meio às críticas de uso eleitoreiro por parte do prefeito João Henrique, então pré-candidato à reeleição.
Um dos guardas, que desfilou em 2 de julho do ano passado, contou que Gracílio disse ainda que as fardas foram feitas por uma costureira que mora no bairro de São Caetano, a toque de caixa para o desfile. “Tenho a farda em casa até hoje. É de péssima qualidade”, disse. Na porta do prédio, Gracílio foi recebido pelo subgerente de proteção patrimonial, o tenente-coronel Sérvulo Augusto de Santana. Segundo testemunhas, depois de conversar com o lobista, o oficial entrou para consultar o coronel José Alberto Guanais, comandante da Guarda Municipal de Salvador. Saiu de lá com a resposta de que Gracílio não poderia entrar no prédio. Contatado por telefone, o tenente-coronel Sérvulo disse não se lembrar se recebeu Gracílio na porta da Guarda Municipal. “Não lembro se foi ele. Que horas foi isso?”, disse. O oficial informou que, durante “uns 30 ou 40 minutos” em que esteve na porta da sede da Guarda, conversou com algumas pessoas. “Mas só o gestor está podendo entrar por causa da greve”, justificou. “Ele poderia ir à Secretaria da Administração, mas se veio aqui é porque tem relações com o comandante Guanais”, acusou um dos guardas municipais. A TARDE esteve nesta terça-feira, 23, na residência de Gracílio, em Itapuã. Apesar de serem ouvidas vozes oriundas do interior da casa, ninguém atendeu à campainha. Duas câmeras denunciaram os visitantes. Por telefone, Gracílio disse a A TARDE que não lembra desde quando conhece o comandante da Guarda Municipal. Nas gravações feitas pela polícia, relatadas no inquérito do COE, Guanais se refere a Gracílio como “irmão de consideração”. O lobista disse que pretende falar tudo quando o Ministério Público estiver encerrando o inquérito. “Vou esclarecer tudo para encerrar esta guerra de prejulgamento que este inquérito está fazendo. Dizem que sou representante de empresa, que recebi R$ 735 mil, não é nada disso”, disse. O lobista também negou que tivesse conversado com o governador Jaques Wagner.




Operação Nemesis: Polícia e MP investigam comandante da Guarda




Marcelo Brandão Redação CORREIO
Escutas de telefonemas entre o lobista Gracílio Junqueira, apontado como o articulador do esquema de corrupção na PM,e o coronel José Alberto Guanais, comandante da Guarda Municipal de Salvador, estão ajudando a polícia a investigar a suspeita de fraude no processo licitatório de fardas para a Guarda.
Guanais é flagrado conversando com Gracílio quatro vezes durante a Operação Nêmesis: o inquérito foi remetido ao Ministério Público do Estado (MPE) semana passada com o indiciamento de 27 pessoas por fraudesem licitações na PM e no Corpo de Bombeiros. O coronel Guanais, ementrevista ao CORREIO na segunda (22), negou qualquer irregularidade na licitação para a compra das fardas.
Depois do coronel Guanais ser flagrado em conversas com Gracílio,um inquérito foi aberto pelo delegado Cleandro Pimenta, titular da Delegaciade Repressão a Crimes Econômicos e Contra Administração Pública (Dececap) para investigar a compra de fardas pela Guarda Municipalde uma empresa ligada a Junqueira.
Outra investigação sobre o caso também foi instaurada pela promotora RitaTourinho, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa (Gepan) do MPE. As duas investigações viraram desdobramentos da Nêmesis depois que os investiga-dores da operação enviaram à Dececap e ao MPE as escutas telefônicas, filmagens e outras provas com indícios de fraude no fornecimento das fardas da Guarda Municipal.
Mas, no próprio inquérito da Operação Nêmesis, remetido na quinta-feira passada ao MPE, indiciando 27 pessoas, incluindo o lobista Gracílio Junqueira, a licitação para aquisição das fardas da Guarda Municipal consta nocapítulo dos processos fraudados pela quadrilha que atuou no esquema de compra superfaturada da PM.
ESCUTAS - As escutas telefônicas da Operação Nêmesis flagraram Guanais e Gracílio conversando em janeiro de 2009, quando foram noticiadosproblemas enfrentados pela Guarda Municipal com o atraso na entrega das fardas. Nas conversas gravadas com autorizaçãojudicial, o coronel pergunta se o lobista viu aconfusão que deu, referindo-se às reportagens publicadas sobre o assunto. Em seguida, Guanais explica que o problema é que a Guarda atestou que recebeu as fardas, sem ter recebido.
A empresa Central de NegóciosComérciosLtdavenceu a licitação em junho de 2008, para fornecer 1.400 uniformes para a Guarda Municipal de Salvador.A fornecedora tinha um prazo de 30 dias para entregar o fardamento, mas até janeiro de 2009 não tinha entregue todas as fardas. Guardas municipais denunciaram que não estavam fazendo policiamento nas ruas por falta de fardamento adequado.
Num dos trechos das escutas telefônicas contidos no inquérito da Nêmesis e repassados para a Dececap, Guanais insiste que Gracílio procure o secretário para resolver o problema das fardas da Guarda Municipal. O nome do secretário não é citado, mas o coronel Guanais, em entrevista ao CORREIO, diz estar se referindo ao secretário de Serviços Públicos, Fábio Mota, a quem a Guarda está subordinada.
Mota negou ter sido procurado por Gracílio para falar dos problemas nasfardas. Para justificar o atraso na entrega das fardas, Gracílio diz que a demora foi causada pelo atraso de um pagamento do estado para ele no valor deR$ 400 mil. Adesculpa não teria nexo, já que o dinheiro do governo estadual não tem relação com a Guarda Municipal e a empresa fornecedora deveria ter capital de giro para honrar o contrato.
Ainda na conversa grampeada pelos investigadores, Gracílio revela que ele já entregou coisas até sem concorrência. Mas acrescenta que ele não pode contar isso nos jornais.
EMPRESAS FANTASMAS - Duas das empresas que participaram de licitação para fornecimento de fardas para a Guarda Municipal, inclusive aganhadora da licitação, foram denunciadas no inquérito da Nêmesis como empresas fantasmas, usadas para fraudar processos licitatórios no estado.
A vencedora do primeiro pregão para compra do fardamento, a Central de Negócios, pertence a Aline Cerqueira de Castro, apontada como comparsade Gracílio Junqueira no esquema de fraude em licitações da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Ela tem como sócia Dilma Gonçalves da Costa Senna, esposa do tenenteAntônio Durval Senna Júnior, lotado no setor de pagamentos do Corpo de Bombeiros. Todos foram indiciados no inquérito da Nêmesis.
(Notícia publicada na edição do dia 23/06/2009 do CORREIO)










sexta-feira, 19 de junho de 2009

A GREVE CONTINUA, 2% É HUMILHAÇÃO!

Servidores rejeitam proposta da prefeitura e decidem manter greve
Guilherme Lopes, do A TARDE On Line
Os servidores da prefeitura de Salvador decidiram, nesta sexta-feira, 19, manter a greve por tempo indeterminado deflagrada na última segunda-feira, 15. Em uma reunião ocorrida durante a tarde entre grevistas e representantes da gestão municipal, a prefeitura ofereceu um aumento de 2%, que foi rechaçado pela categoria. Na última segunda, 15, a prefeitura ofereceu um reajuste de 1%, que também foi rejeitado.
Segundo Gustavo Mercês, diretor de comunicação do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), os trabalhadores decidiram reduzir sua exigência de aumento de 50% para 14% antes de ir à reunião. "Mesmo assim eles [a prefeitura] não avançaram. Nós não podemos aceitar 2% de aumento, é inclusive abaixo da inflação", pontuou Mercês.
O sub-secretário de comunicação da prefeitura, Ipojucã Cabral, aponta para a crise mundial como o fator que "impede a prefeitura de oferecer um aumento melhor que os 2%". Sem citar números, ele afirma que houve uma queda na arrecadação feita pelo governo municipal, especialmente na referente ao Imposto Sobre Seviços de Qualquer Natureza (ISS), o que obriga o governo municipal a "conter gastos".
Tanto Mercês como Cabral informaram que não há, depois desta sexta, nenhuma nova rodada de negociações em vista. "No entanto, vamos estudar o que pode ser feito para melhorar a proposta, e então voltar ao diálogo", afirmou o sub-secretário.
Passeata - Depois da reunião desta sexta, um grupo de servidores realizou uma passeata nas imediações da Estação da Lapa, que complicou o trânsito por volta das 19h30. Neste sábado, uma nova passeata está marcada para acontecer, a partir das 8h, na orla da capital, entre as praias de Patamares e Jaguaripe.

ENQUANTO ISSO, NO SENADO FEDERAL... QUE VERGONHA!

Atos secretos envolveram 37 senadores dos principais partidos
Prática também aparece associada a 24 ex-parlamentares desde 1995, evidenciando que era bem conhecida

Leandro Colon e Rosa Costa

A edição de atos secretos beneficiou ou obteve a chancela de pelo menos 37 senadores e 24 ex-parlamentares desde 1995. Não há distinção partidária - PT, DEM, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PRB, PTB e PR têm representantes na lista. São senadores que aparecem como beneficiários de nomeações em seus gabinetes ou que assinaram atos secretos da Mesa Diretora criando cargos e privilégios. A existência de tantos nomes indica que a prática dos boletins reservados era bem conhecida.

Veja também:
'A crise é geral', avalia Tuma
Sitiado, Sarney ouve apelo para que se licencie do cargo
Senado paga funcionários em mausoléu de Sarney no MA
'Não sabia que era ato secreto'
Gabeira usou verba oficial em empresa da namorada
Especial multimídia: Os atos secretos de um Senado em crise

Os nomes dos parlamentares surgiram nos atos publicados nos últimos 30 dias, mas com data da época a que se referem. A quantidade pode ser ainda maior, com a evolução das investigações na Casa. A Mesa Diretora receberá hoje o relatório final da comissão que descobriu cerca de 650 boletins secretos. O documento apontará indícios de sigilo intencional em boa parte dessas medidas.A investigação revela que a prática de esconder decisões envolveu todos os presidentes e primeiros-secretários que passaram pelo Senado desde 1995. O corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) aparece na relação. O atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), responsável pela comissão que levantou os atos, também está no grupo dos parlamentares com cargo na Mesa que referendaram parte dos atos secretos.A publicação dos boletins revela como os cargos nos gabinetes eram usados pelos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos). Em março de 2007, um ato secreto transferiu Lia Raquel Vaz de Souza do gabinete de Demóstenes Torres (DEM-GO) para o de Delcídio Amaral (PT-MS). Ela é parente de Valdeque Vaz de Souza, um dos principais assessores de Agaciel. Delcídio e Demóstenes informaram ontem desconhecer essa funcionária.Outro ato, este com data de 6 de dezembro de 1996, foi publicado somente no último dia 1º . Trata do controle de frequência dos servidores dos gabinetes. É assinado pelo então presidente, José Sarney (PMDB-AP), e integrantes da Mesa Diretora da época, entre eles Renan Calheiros (PMDB-AL) e Ney Suassuna (PMDB-PB). Em 1998, a Mesa comanda pelo então por Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) - morto em 2007 - assinou, em sigilo, a criação de oito cargos de confiança. Cinco anos depois, novamente com Sarney, outros 25 cargos foram criados sigilosamente.Sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), cada um dos 81 gabinetes ganhou, em 21 de fevereiro de 2005, mais sete cargos de confiança com um salário de R$ 9,9 mil. Em 2003, a Mesa presidida pelo falecido senador Ramez Tebet (PMDB-MS) aprovou, também por meio de ato secreto, a criação de 42 cargos de confiança para a Diretoria-Geral, então nas mãos de Agaciel Maia. Dois atuais senadores assinam o documento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). "Não publicou, não vale. Não me recordo de todos os atos. Mas, se assinei, era para ser publicado", argumentou Valadares. O senador licenciado e ministro de Minas Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), aparece em documentos com nomeação de parentes. Outro ministro e senador licenciado usou o ato secreto para dar emprego. Hélio Costa (Comunicações) abrigou por cinco anos um repórter de uma rádio de Minas em seu gabinete.

LISTA

Senadores beneficiados por atos secretos

Aldemir Santana (DEM-DF)Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)Augusto Botelho (PT-RR)Cristovam Buarque (PDT-DF)Delcídio Amaral (PT-MS)Demóstenes Torres (DEM-GO)Edison Lobão (PMDB-MA)Efraim Moraes (DEM-PB)Epitácio Cafeteira (PTB-MA)Fernando Collor (PTB-AL)Geraldo Mesquita (PMDB-AC)Gilvam Borges (PMDB-AP)Hélio Costa (PMDB-MG) licenciado (ministro)João Tenório (PSDB-AL)José Sarney (PMDB-AP)Lobão Filho (PMDB-MA)Lúcia Vania (PSDB-GO)Magno Malta (PR-ES)Marcelo Crivella (PRB-RJ)Maria do Carmo (DEM-SE)Papaléo Paes (PSDB-AP)Pedro Simon (PMDB-RS)Renan Calheiros (PMDB-AL)Roseana Sarney (PMDB-MA) renunciou para assumir o governo do MASérgio Zambiasi (PTB-RS)Serys Slhessarenko (PT-MT)Valdir Raupp (PMDB-RO)licenciado (ministro)Wellington Salgado (PMDB-MG)Senadores que assinaram atos secretos quando integravam a Mesa Diretora da CasaAntonio C. Valadares (PSB-SE)César Borges (PR-BA)Eduardo Suplicy (PT-SP)Garibaldi Alves (PMDB-RN)Heráclito Fortes (DEM-PI)Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)Paulo Paim (PT-RS)Romeu Tuma (PTB-SP)Tião Viana (PT-AC)



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Amanhã todos à assembléia na SUCOP - DIQUE AS 15 HORAS!!

18/06/2009 às 16:37 ATUALIZADA às 17:57 COMENTÁRIOS (5)
Servidores e petroleiros fazem passeata no Centro
A TARDE On Line
Depois de decidirem pela manutenção da greve, os servidores municipais se unem ao Sindicato dos Químicos/Petroleiros (BA) e à Federação Única dos Petroleiros (FUP) na realização de uma passeata na tarde desta quinta-feira, 18, pelas ruas do centro de Salvador.
A categoria se reuniu por volta das 14h, no Ginásio dos Bancários, no Largo dos Aflitos. "Nós vamos manter o movimento grevista até que a prefeitura apresente uma proposta decente", afirma Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (SINDSEPS).Nesta quinta, mais uma categoria do serviço municipal entrou em greve por tempo indeterminado. Até o momento, os trabalhadores da Coordenadoria de Defesa Civil (Codesal) ainda não participavam do movimento por conta das chuvas que atingiam Salvador, mas por volta das 5h desta quinta fizeram um protesto em frente ao órgão contra a proposta de reajuste salarial de 1% oferecida pela Prefeitura e paralisaram suas atividades.Uma nova rodada de negociação entre servidores e prefeitura está marcada para a manhã desta sexta-feira, 19, na Secretaria Municipal de Saúde, no Comércio, de acordo com Mercês. Após a reunião, os sindicalistas avaliam as propostas em assembleia prevista para as 15h, no Ginásio dos Bancários.
Petroleiros - A caminhada dos petroleiros faz parte de uma agenda nacional de protestos da categoria. Segundo o diretor do sindicato dos petroleiros Anisvaldo Daltro, a manifestação "aproveita o momento para discutir a validade da CPI da Petrobras e discutir uma nova lei do petróleo". Os petroleiros já organizaram caminhadas em Brasília, Manaus, Curitiba, Natal, Recife, Olinda e Vitória para pedir o retorno integral da Petrobras ao capital público e para pressionar o governo para que apenas empresas nacionais explorem a região do pré-sal, na Bacia de Campos.A programação de protestos, que faz parte da Campanha nacional “O petróleo tem que ser nosso”, também inclui sessões especiais que já passaram pelas câmaras de veredadores de Candeias, Mata de São João e Alagoinhas. A última sessão irá acontecer no dia 30 de julho, em Camaçari.



Agentes da Codesal entram em greve por tempo indeterminado
18/6/2009 14:27 Alana Cafezeiro

Agentes da Defesa Civil de Salvador (Codesal) decretaram greve por tempo indeterminado, na manhã desta quinta-feira (18). De acordo com Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), cerca de 30% do quadro de funcionários da Codesal estão em atividade.
O reajuste salarial de 1% oferecido pela Prefeitura Municipal de Salvador para a categoria, não agradou aos servidores, dando início à manifestação.Ainda segundo o Sindseps, a prefeitura ainda não apresentou propostas para negociação.


Fonte: Arivaldo Silva 18/06/2009 19h57 Cidade
Servidores municipais negociam com a Prefeitura amanhã
A reunião acontecerá nesta sexta-feira (19), às 11 horas, na Secretaria Municipal de Saúde
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Depois de uma assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (18), no Ginásio dos Bancários, nos Aflitos, os servidores públicos municipais decidiram pela manutenção da greve por tempo indeterminado. Os manifestantes saíram em passeata juntamente com trabalhadores ligados ao Sindicato dos Quimícos e Petroleiros (BA) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).De acordo com o Sindicato do Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), a prefeitura convocou os servidores para uma mesa de negociação que ocorrerá amanhã (19), às 11 horas na Secretaria Municipal de Saúde. Os servidores marcaram outra assembleia para sexta-feira (19), às 15 horas, na sede da Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop), localizada no Dique do Tororó, para avaliar a contra-proposta oferecida pela Administração Municipal e o fim ou manutenção da greve. "A categoria espera que a prefeitura apresente amanhã, uma proposta de reajuste superior ao apresentada na ultima negociação e uma proposta concreta para a implementação de um plano de saúde para todos os servidores e custeada pela Administração Municipal", informa o diretor do Sindseps, Gustavo Mercês. Os servidores da Codesal paralisaram as atividades, só mantendo o funcionamento de 30% do efetivo. Eles informam ainda que funcionarão com 30% de trabalhadores os seguintes postos de saúde: Cezar Vaz de carvalho (Valéria), Hélio Machado (Itapoan), o 6º centro de Tancredo Neves e o posto Adroaldo Albergaria (Periperi).


Servidores da Codesal entram em greve por tempo indeterminado
Redação CORREIO
Os servidores da Coordenadoria de Defesa Civil (Codesal) entraram greve por tempo indeterminado na manhã desta quinta-feira (18), após não concordarem com o reajuste salarial de 1% concedido pela Prefeitura Municipal de Salvador. Segundo o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Gustavo Mercês, apenas 30% dos servidores estão trabalhando para atender e averiguar as situações emergênciais. Ainda segundo Mercês, até o momento a prefeitura não entrou em contato e não apresentou data para uma negociação. 'Os servidores que não vão voltar para seus postos de trabalho enquanto a prefeitura não apresentar uma proposta mais séria', destacou.AssembléiaSerá realizada uma assembléia as 14h, no Largo dos Aflitos, para decidir o rumo da greve. Após reunião, eles sairão em caminhada pelo Centro da cidade

Manifestação
Servidores municipais realizam assembleia hoje para decidir sobre continuidade da greve
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A continuidade ou não da greve dos servidores municipais deve ser definida na tarde de hoje, quando a categoria vai realizar assembleia, às 14 horas, no Largo dos Aflitos. De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Gustavo Mercês, o mais provável é que os manifestantes votem pela permanência da greve e, logo em seguida, realizem mais uma passeata pelas ruas de Salvador.Mercês reclama que a Prefeitura não entra em contato com o sindicato desde a última quinta-feira. A categoria reivindica reajuste de 50% no piso salarial e plano de saúde. Ontem (17), os servidores causaram, mais uma vez, transtornos na cidade ao realizar uma passeata em frente ao Iguatemi, em direção à Avenida Luís Viana Filho.




13:29hs

..:: 18/06 - Servidores municipais em greve prometem nova manifestação na cidade

No terceiro dia da greve geral, os servidore municipais irão realizar às 14 horas de hoje, no Largo dos Aflitos, uma assembléia que deve definir se a paralisação continua ou será suspensa. Os sevidores da Codesal aderiram ao movimento e apenas 30% do efetivo mantém as atividades da Defesa Civil. Segundo informações do Sindseps (Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador), até o momento a prefeitura não entrou em contato e não apresentou data para uma segunda mesa de negociação. Desde o dia 20 de maio, os servidores vêm realizando paralisações e, na última terça, definiram pela greve por tempo indeterminado após receberem uma proposta de 1% de reajuste salarial. O sindicato promete voltar a realizar manifestações no centro da cidade nesta quinta-feira

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amanhã todos à assembléia no largo dos aflitos as 14 horas

Servidores municipais fazem mais uma passeata na Av. ACM

A TARDE On Line
Servidores municipais fazem mais uma passeata no início da noite desta quarta-feira, 17, na Avenida ACM. Os manifestantes partiram das proximidades do Shopping Iguatemi e, por volta das 18h, se aproximavam do supermercado Makro. O protesto segue em direção à Avenida Paralela, sem ponto definido para encerramento, de acordo com Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Salvador (Sindseps).A manifestação causa congestionamento na Avenida ACM, sentido Paralela, segundo informações da Superintendência de Trânsito e Transportes do Salvador (Transalvador). O órgão alerta que o engarrafamento deve piorar devido ao horário de pico.Os trabalhadores se manifestam pela segunda vez nesta semana contra a proposta de reajuste salarial de 1% feita pela prefeitura na última segunda-feira, 16. Na terça-feira, 17, a categoria saiu em passeata pelo Vale dos Barris até a Estação da Lapa, após decidir em assembleia pela manutenção da greve.



Manifestação dos servidores municipais congestiona Iguatemi
Eles seguem em passeata em direção à avenida Luis Viana Filho

O trânsito está completamente congestionado na região do Iguatemi. Os servidores municipais interrompem o tráfego da cidade mais uma vez no horário de pico. Eles já saíram das imediações do Hiperbompreço e seguem em passeata em direção à avenida Luis Viana Filho, segundo diretor do Sindseps, sindicato da categoria, Gustavo Mercês.Ao ser questionado sobre a escolha do lugar e do horário, que concentram grande fluxo de veículos, e do transtorno que isso deve causar às pessoas, o diretor argumentou que o objetivo é buscar um canal de comunicação com a população em apoio à greve dos servidores. Populares denunciam que os manifestantes fecharam todas as faixas, o que está causando transtorno e impedindo a passagem de carros. Os motoristas devem evitar a área e a tendência é que o congestionamento seja refletido nas avenidas Mário Leal ferreira, Tancredo neves, ACM, Rótula do Abacaxi e Juracy Magalhães.

Reajuste de 1% faz servidores de Salvador pararem
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/reajuste-de-1-faz-servidores-de-salvador-pararem/view
Prefeitura apresenta proposta alegando que há dificuldades no caixa devido à crise econômica
Por: João Peres
Publicado em 17/06/2009
Os servidores municipais de Salvador realizam esta semana caminhadas diárias pela cidade para levantar a discussão sobre as reivindicações apresentadas à prefeitura.
A pauta com os pedidos da categoria foi entregue à administração municipal em seis de abril e, depois de um longo período sem respostas, as conversas foram iniciadas na segunda-feira (15). Mas a proposta de reajuste salarial de 1% gerou irritação entre os funcionários, que na manhã seguinte decidiram pela greve por tempo indeterminado – paralisações já vinham ocorrendo nas últimas semanas.
“A prefeitura tentou sinalizar com esse percentual alegando crise econômica, quando na verdade o que arrecadou é suficiente para cobrir o aumento”, afirma Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Salvador (Sindseps).
Os funcionários querem um reajuste de 50% sobre um piso salarial a ser negociado. As outras duas reivindicações são a melhoria das condições de trabalho e o fornecimento de plano de saúde para a categoria. Ao todo, são 22 mil servidores municipais e o Sindseps destaca que apenas os serviços essenciais serão mantidos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO - AMANHÃ CAMINHADA NO IGUATEMI - 16HORAS


Servidores municipais realizam manifestação no Vale dos Barris
Redação CORREIO
Os servidores municipais seguem em campanha salarial e começaram outra manifestação na tarde desta terça-feira (16), por volta das 14h30. De acordo com informações da Superintendência de Trânsito e Transportes de Salvador (Transalvador), o tráfego na região do Vale dos Barris, no sentido Lapa, apresenta lentidão.
De acordo com Gustavo Mercês, líder do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindsesp), uma outra caminhada está marcada para esta quarta-feira (17), por volta das 16h, saindo do Iguatemi em direção à Paralela. Segundo ele, servidores da Codesal, alguns postos de saúde e servidores da campanha de vacinação, devem se incorporar na greve.
Enquanto o impasse continua, 30% do efetivo emergencial segue em funcionamento para atender serviços específicos para a população.
Sem acordoNa segunda-feira (15), os servidores municipais se reuniram com representantes da prefeitura e das secretarias da Fazenda, de Educação e de Planejamento, que ofereceram 1% de reajuste salarial.
Atualmente, eles recebem um salário-mínimo e pede a criação de um piso salarial de R$ 695, além de assistência médica e plano de cargos e salários.
O assessor do prefeito João Henrique, André Curvelo, disse que a prefeitura não tem condições de oferecer um reajuste maior que 1%.



Servidores e professores municipais mantêm greve
Categoria reclama de descaso da Prefeitura, que apresentou proposta com 1% de reajuste
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Os servidores da prefeitura de Salvador resolveram manter a greve por tempo indeterminado, depois de uma assembleia na manhã de hoje (16), no Ginásio do Sindicato dos Bancários, para avaliar a proposta apresentada ontem pelo governo municipal de 1% de reajuste, que não foi acatada pela categoria.No momento eles estão concentrados na Estação da Lapa.O diretor do Sindicato, Gustavo Mercês admite que a categoria espera uma outra proposta da Prefeitura. "A inflação de maio de 2008 a abril de 2009, nossa data base,é de 5,9%. O executivo municipal nos apresenta uma proposta vergonhosa de 1%. É um desrespeito e um descaso da administração com os servidores", afirmou.Ontem, após o encontro, os representantes dos manifestantes consideraram frustrante a reunião na secretaria de Educação com o secretário da Fazenda, Flávio Mattos, da Casa Civil, João Cavalcanti, dentre outros membros do governo municipal.De acordo com os funcionários, a proposta apresentada não era capaz de por fim à greve, deflagrada nesta segunda-feira por tempo indeterminando. A categoria reivindica reajuste de 50% no piso salarial e plano de saúde.Professores da rede municipal de ensino fizeram uma caminhada, fazendo um apitaço no centro da cidade na manhã desta terça-feira, saindo do Largo dos Aflitos até a Praça Municipal, depois de uma assembleia da categoria decidir pela manutenção da greve iniciada no dia 1º de junho. Os docentes pedem reajuste de 9,01%, no entanto, a Prefeitura ofereceu acréscimo de apenas 1%. A categoria não aceitou e percentual e marcaram uma nova assembleia para amanhã, no Ginásio dos Bancários. "Depois de 76 dias da entrega das reincvidicações ao governo municipal, eles resolvem nos ofertar 1% de reajuste. É uma vergonha", declarou Elza Melo, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB Sindicato).Nesta quarta-feira (17) os professores fazem uma reunião com representantes de escolas, às 10 horas, na sede da APLB-Sindicato,Nazaré e às 14 horas haverá outra assembleia no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos.Uma nova assembleia está marcada para 14h desta quarta-feira, 17, no mesmo local, para decidir os rumos do movimento. São cerca de 165 mil alunos sem aulas nas 414 escolas municipais. Em entrevista ao A TARDE On Line na noite desta segunda-feira, 15, o sub-secretário de comunicação da Prefeitura de Salvador, Ipojucã Cabral, disse que o índice de 1% oferecido a todos os servidores do município se deve à crise econômica pela qual passa a prefeitura.


Servidores municipais rejeitam proposta e fazem passeata no Centro
A TARDE On Line
Servidores municipais fizeram uma passeata pelo Vale dos Barris até a Estação da Lapa na tarde desta terça-feira, 16, após rejeitarem a proposta da prefeitura de reajuste salarial de 1% sobre os vencimentos. O protesto ocorreu até as 16h desta terça, com apitos, faixas e carros de som. De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transportes do Salvador (Transalvador), a caminhada deixou o trânsito lento na região.A manifestação ocorreu após assembleia realizada por volta das 10h desta terça, no Ginásio dos Bancários, no Largo dos Aflitos. No encontro, a categoria decidiu manter a greve por tempo indeterminado. "Vamos manter a greve até que a prefeitura faça uma proposta decente, que cubra a inflação de 5,35% registrada em Salvador no último ano", afirma Gustavo Mercês, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps).Os servidores saem novamente em passeata a partir das 16h desta quarta-feira, 17, da Avenida ACM, em frente ao Shopping Iguatemi, em direção à Avenida Paralela.
NEGOCIAÇÃO - Há duas semanas, os servidores municipais realizavam sequências de paralisações para pressionar a prefeitura. Em reunião realizada nesta segunda-feira, 15, representantes do secretariado fizeram a proposta de reajuste salarial de 1%, contra os 50% reclamados pelo Sindseps.Segundo Ipojucã Cabral, sub-secretário de comunicação da prefeitura, o reajuste tão abaixo do reivindicado pelos servidores é consequência da crise econômica pela qual passa o município. De acordo com Cabral, outras reivindicações da categoria foram atendidas, como a gratificação de risco para os guardas municipais, redução em 5% do percentual de desconto no salário do auxílio transporte e auxílio alimentação e realização de concurso público até o final do ano com 6 mil vagas.