SAULO BORGES
A nossa saudação será voltada para o campo da reflexão e da ação. Nada mais justo neste momento dedicado aos resistentes servidores públicos. Nós servidores públicos municipais de Salvador temos uma história da qual não devemos nos envergonhar. Assumimos as responsabilidades que foram confiadas. O fato é que são os servidores públicos desta cidade que garantem o funcionamento da máquina administrativa. Sejam, professores, garis, motoristas, merendeiras, funcionários de creche, agentes de saúde, auditores fiscais, médicos, enfermeiras, jornalistas, músicos, agentes administrativos. Enfim, são esses profissionais que se levantam cedo, todas as manhãs, para enfrentar ônibus superlotados e se dirigirem aos seus locais de trabalho para servir à população soteropolitana. Esses trabalhadores o fazem lidando diariamente com péssimas condições de trabalho: superando áreas de difícil acesso, trabalhando sem coletes, sem material adequado, com dificuldade de acesso a informações inerentes às suas áreas de trabalho, sem piso salarial, salas de aula insalubres, anexos de escolas que mais parecem abrigos.... Tais condições elevam muito o nível de adoecimento desses trabalhadores, que hoje estão submetidos a duas alternativas massacrantes: ou é levado a um processo humilhante de readaptação ou se arrasta doente até a aposentadoria para não sofrer mais perdas de direitos. Ano após ano, os prefeitos vão à imprensa gozar dos “louros” estatísticos acerca do desempenho da administração municipal, na área da limpeza urbana, do aumento do número de alunos matriculados, da “qualidade” da merenda, do numero de pessoas atendidas pelos agentes de saúde, do superávit orçamentário. No entanto, se esquece de que tudo isso ocorre porque, apesar da desvalorização salarial e das péssimas condições de trabalho, os servidores põem a mão na massa com muita garra para garantir o atendimento à população da cidade e também na luta, resistindo a essas ações.
No entanto, não podemos deixar de registrar que, para a realização de nossas tarefas, temos nossas limitações estruturais, orçamentárias e mazelas administrativas, retirada de assistência à saúde, bolsas de estudos dos nossos filhos, as quais denunciamos por várias vezes, através do nosso sindicato.
Dentre as principais mazelas destaque-se essa política que o governo municipal chama de política de valorização salarial do servidor, que não é considerada, pelos servidores, política de valorização em hipótese alguma. Isso porque não altera em nada o vencimento básico que, mais uma vez, fica congelado em valores próximos ao do salário mínimo.
No entanto, não podemos deixar de registrar que, para a realização de nossas tarefas, temos nossas limitações estruturais, orçamentárias e mazelas administrativas, retirada de assistência à saúde, bolsas de estudos dos nossos filhos, as quais denunciamos por várias vezes, através do nosso sindicato.
Dentre as principais mazelas destaque-se essa política que o governo municipal chama de política de valorização salarial do servidor, que não é considerada, pelos servidores, política de valorização em hipótese alguma. Isso porque não altera em nada o vencimento básico que, mais uma vez, fica congelado em valores próximos ao do salário mínimo.