quarta-feira, 27 de maio de 2009

ULTIMATO AO PREFEITO


Paralisações dos servidores municipais já completam uma semana e depois de varias secretarias e autaquias paralisadas, o Sindseps ( Sindicato dos servidores da Prefeitura do Salvador) informa que até o momento não houve nenhum contato feito pela prefeitura que apontasse um interesse para negociação. O movimento decretou um teto de espera para receber a contraproposta do prefeito e esse prazo deve se esgotar no dia 2 de junho onde a categoria realizará uma assembléia geral que pode deflagrar uma greve que paralisaria cerca de 22.000 servidores. A pauta de reivindicação são melhorias das condições de trabalho, assistência à Saúde e constituição de um piso salarial e reajuste. O sindicato parece firme na sua caminhada rumo a greve e fazem um ultimato através de seu dirigente, Gustavo Mercês, que assim declarou:

"Nos aproximamos do dia 2 de junho e a Prefeitura não fez nenhum contato com sindicato. O que passa na cabeça do prefeito? Nós queremos sentar pra negociar, mas não iremos negociar com o silêncio prepotente de uma administração que começou mal o seu segundo mandato. Os servidores municipais, não vão abrir mão de sua dignidade e irão até as ultimas consequencias brigar pelos seu direitos. A greve geral se aproxima, não por nossa opção, mas por uma opção política do prefeito. Se é uma queda de braço que o prefeito aposta, seremos então 22.000 servidores com apoio da população contra a intransigência e omissão de um prefeito que entregou a cidade ao caos e só se preocupa com sua possível campanha a governo ou senado. Seja lá quem for que desgoverna essa cidade, seja Geddel, ou João, os servidores irão às ruas. Prefeitos passam por essa cidade, mas somos nós que ficamos, afinal quem trabalha nessa cidade são os servidores municipais. O limite já está se esgotando, e o prefeito precisa apresentar uma contraproposta em relação ao que caminhamos, senão ele terá que enfrentar uma da maiores greves já vivenciadas nessa cidade. Quem acompanhou a paralisação quase que total dos servidores municipais, tem uma noção de que a arrogância do prefeito em se omitir pode gerar um verdadeiro caos no município, e a responsabilidade será toda desse "gestor de um novo tempo" e das velhas práticas".


GUSTAVO MERCÊS

DIRETOR DO SINDSEPS