sexta-feira, 5 de junho de 2009

Servidores municipais ameaçam parar novamente os serviços

Redação CORREIO
Os servidores municipais decidiram nesta sexta-feira (5), em assembleia realizada em frente à Câmara Municipal, pela continuação das paralisações. Segundo Gustavo Mercês, líder do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindsesp), até o momento não houve nenhum contato por parte da prefeitura para começar as negociações.
O prazo de 72 horas dado pelos servidores quando começaram a paralisação na terça-feira (2) se encerrou nesta sexta. Entretanto, eles já preparam uma nova mobilização para a segunda (8), com todos os serviços municipais novamente parados pelo prazo de 72 horas.
Uma nova assembleia será realizada a partir das 7h da segunda no prédio da Seplag, nos Barris, para definir os rumos da manifestação e organizar novas caminhadas pela cidade. Ainda de acordo com Gustavo, no final de semana os serviços essenciais serão mantidos, como os atendimentos de urgência, por exemplo.
As principais reinvidicações dos servidores são melhorias nas condições de trabalho, plano de saúde e reajuste e constituição de um piso salarial.

Servidores municipais chegam ao terceiro dia de paralisação
Redação CORREIO
O prazo dado pelos servidores municipais para a Prefeitura de Salvador se pronunciar e convocar o movimento para negociar a pauta salarial de rejuste de 9,01% termina nesta sexta-feira (5), o terceiro e último dia da paralisação de 72 horas. Nesta manhã, os servidores que estão concentrados em frente ao Colégio Central, na Piedade, sairão em caminhada pela ruas do centro. Na quinta-feira (4) os servidores realizaram uma manifestação que saiu da Rótula do Abacaxi em direção a Sete Portas, provocando grande congestionamento.Segundo Gustavo Mercês, diretor do Sindseps (Sindicato dos servidores da Prefeitura do Salvador), a paciência do servidores está se esgotando. 'Em todo esse tempo fizemos questão de sentar na mesa pra negociar e nem nos chamar para conversar essa prefeitura foi capaz de fazer', disse indignado.
Ainda segundo Mercês, caso essa situação não seja solucionada, é possível que uma greve geral por tempo indeterminado seja decretada. ' Nós queremos resolver os problemas de nossa categoria e também abrir uma discussão franca quanto a situação de calamidade e emergência que se encontra a cidade com as péssimas condições que estão as escolas', infomou.

Professores e servidores municipais saem em passeata pelo Centro
George Britto A TARDE*
As ruas do centro de Salvador foram mais uma vez tomadas nesta sexta-feira, 5, pelos protestos dos servidores e professores municipais. No terceiro e último dia da paralisação de 72 horas, os servidores municipais se reuniram por volta das 10 horas em frente ao Colégio Central e seguiram em passeata pela Avenida Joana Angélica até a Praça Municipal. Cerca de 100 pessoas participaram da manifestação, que provocou congestionamento na Av. Joana Angélica, Av. Sete e ruas adjacentes.Os professores municipais se juntaram ao grupo após a assembleia realizada nesta sexta, às 9h30, no Sindicato dos Bancários, no Largo dos Aflitos. Ao chegar na Praça da Sé, os manifestantes pretendiam exigir a presença do prefeito João Henrique. Sem sucesso, servidores e professores municipais retornaram em passeata para a Avenida Joana Angélica e os protestos só se encerraram por volta das 13h30.Os servidores municipais prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, dia 8, caso a prefeitura não entre em contato com o Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) para negociação. A categoria pede 50% de reajuste, assistência médica e melhorias nas condições de trabalho. Eles já fizeram outros protestos durante as 72 horas de paralisação, além da interrupção de 24 horas nos órgãos municipais no mês de maio. Os serviços da Seplag, Transalvador, Salvamar, Sucom, Sucop, SMA, Sesp e Guarda Municipal foram atingidos.PROFESSORES - Em greve desde o último dia 29, os professores pedem 9,01% de reajuste. A questão é o único impasse nas negociações com a prefeitura, que aceitou o pedido de criação de um plano de saúde para a categoria. Nesta quinta-feira, 4, ficou decidido que uma comissão será formada para propor a estrutura do plano no prazo de 90 dias.
*Com redação de Paula Pitta A TARDE On Line