quarta-feira, 15 de julho de 2009

TODOS Á ASSEMBLÉIA - QUADRA DOS BANCÁRIOS - 7 HORAS DA MANHÃ

FOTOS: IRACEMA CHEQUER - JORNAL A TARDE





14/07/2009 às 20:37 ATUALIZADA EM: 14/07/2009 às 23:07

Servidores municipais decidem futuro da greve nesta quarta-feira

Helga Cirino e Alana Fraga l A TARDE

Os servidores municipais de Salvador decidem na manhã desta quarta-feira, 15, se aceitam a proposta da prefeitura e acabam com a greve. A assembleia para a definição começa às 7 horas, após um café da manhã na sede do Sindicato dos Bancários, no Dique do Tororó.

Durante uma reunião a portas fechadas, que começou nesta terça, 14, às 18 horas, na Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no Comércio, representantes do município ofereceram 3% de aumento mais a promoção de um patamar a todos os servidores.

Além dos sindicalistas, participaram do encontro o secretário da Casa Civil, João Cavalcanti, além de representantes da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e da SMS.

“Não é o que queríamos, mas toda greve tem de ter prazo para começar e prazo para terminar. Já considero um avanço o que conseguimos até agora”, afirmou o diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Gustavo Mercês.

Caso na assembleia desta quarta os servidores optem por continuar a greve, eles ameaçam fazer mobilizações nas ruas da capital. “Quando a mesa não dá certo, precisamos levar isso a público e pressionar a prefeitura”, explicou Mercês.

Prejuízo – Para Mercês, a população é a mais prejudicada com a greve, e, por isso, a categoria apela para que a prefeitura procure discutir o embate. “Queremos resolver esse impasse e normalizar os serviços que estão prejudicados por conta da greve, que gerou um aumento da demanda. Vamos nos comprometer em resolver isso fazendo um cronograma com os gestores para acertar essas pendências”, prometeu Mercês.

A vereadora Vânia Galvão (PT) esteve presente na assembleia para prestar apoio ao movimento, que ela classificou de “luta legítima”. “É indigno e inaceitável o reajuste que foi oferecido, primeiramente, de 1%. E também não dá para sair dessa greve com o ponto cortado. A vitória só se dará com a não-aceitação dessa condição”, disse a vereadora.

Vânia acrescentou ainda que a Câmara Municipal está em discussão com a prefeitura para que “negocie de fato” e apresente uma “proposta digna” aos servidores.

Durante a reunião desta terça, à tarde, representantes do município se comprometeram a formalizar os benefícios que já haviam sido acordados, como a confirmação de que receberão pelos dias não trabalhados, além da apresentação de um projeto de plano de saúde, por parte dos gestores, num prazo de 90 dias após o término da greve.

Mobilização – O conflito entre prefeitura e os servidores teve início em maio, quando os trabalhadores fizeram pequenas paralisações em vários órgãos do poder público municipal. O pedido inicial da categoria era de reajuste salarial de 50%, tendo como base estudo do Dieese que aponta 114% de defasagem no poder de ganho da categoria. Sem indicação positiva, a greve foi deflagrada no dia 15 de junho.

O episódio mais crítico da greve aconteceu na última segunda-feira, quando ocorreu o embate entre membros da categoria e policiais militares. Cerca de 30 PMs, entre fardados e à paisana, foram ao pátio da Gerência de Trânsito da Transalvador (Getran), no Vale dos Barris, para arrombar o cadeado do portão que dá acesso ao posto de abastecimento dos veículos oficiais.


Servidores municipais acusam policiais militares de truculência
A TARDE On Line

Servidores municipais que faziam piquete em frente à sede da Getran, no Barris, na manhã desta segunda-feira, 13, acusam policiais militares de terem chegado ao local de forma truculenta para impedir que os trabalhadores seguissem com os atos de protesto em frente ao órgão público. De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiseps), Ednei Machado, eram 6h da manhã quando 14 policiais fardados chegaram em uma kombi de placa JRH-7327. O objetivo deles era estourar o cadeado colocado no portão da Getran, onde ficam as bombas de combustível que abastecem os veículos oficiais da prefeitura.

Machado afirma que estavam no local apenas 10 servidores e alguns diretores do sindicato. Depois de arrombarem os cadeados, os policiais teriam ameaçado os grevistas e arrancaram as faixas de protesto. Por meio de sua assessoria de comunicação, a Polícia Militar disse que irá apurar o caso.

Sem acordo - Em greve há 28 dias, os servidores municipais continuam de braços cruzados, sem a prestação completa de serviços em órgãos como Sucom e Transalvador. Está prevista para esta segunda-feira, 13, uma nova rodada de negociação, mas o horário ainda não foi definido. Nesta terça-feira, 14, os servidores fazem assembleia às 10h no Ginásio dos Bancários, nos Aflitos.


Fonte: Raphael Carneiro - 14 10:04:00/07/2009 10h04 Cidade

Servidores municipais fazem passeata em Salvador


Categoria reclama da falta de negociação da Prefeitura e promete ato em frente à Estação da Lapa

Atualizada às 12h35min

Mais uma vez os servidores municipais realizam protestos nas ruas de Salvador. Depois de assembleia na manhã de hoje, nos Aflitos, quando decidiram manter a greve de 29 dias, os manifestantes seguiram em caminhada em direção à Estação da Lapa. No início da noite está prevista mais uma rodada de negociações com representantes da Prefeitura.

Com a passeata, o trânsito da cidade volta a ser afetado pelos manifestantes. A entrada da Lapa será mais uma vez fechada para a realização de um ato dos servidores, coordenado pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps). "Mas vai ser rápido, a Lapa não vai ficar trancada não", garantiu o diretor do sindicato, Gustavo Mercês.

A depender do resultado da reunião às 18h30 de hoje, com a comissão do executivo municipal, a greve pode ser encerrada amanhã pela manhã. "Teremos uma assembleia às 7 horas no Dique do Tororó. Se tivermos boa proposta hoje a gente acaba a greve, mas se não tivermos, vamos definir as novas caminhadas e atos de protestos que serão realizadas durante a semana", disse Mercês.

A última proposta da Prefeitura foi de um reajuste salarial de 2%. Os servidores, que até semana passada pediam aumento superior a 5,99%, agora querem o mesmo tratamento dos professores municipais, que chegaram a um acordo para reajuste de 8,5%.